Amazônia e clima 3 de novembro de 2026

Petição contra a vereadora Patrícia Queiroz será protocolada nesta quarta

Patrícia Queiroz também é pastora da Igreja Evangélica

A organizadora diz que o abaixo-assinado passou de 55 mil assinaturas. Na consulta feita à Change.org, a página mostrava 54.807 assinaturas verificadas.

Gizelle Freitas criou petição pedindo a cassação da vereadora Patricia Queiroz por assédio eleitoral

Uma petição criada pela ex-vereadora de Belém Gizelle Freitas (PSOL) deve ser entregue à Câmara Municipal às 9h desta quarta-feira (4), durante uma manifestação em frente à Casa. A iniciativa pede a investigação da conduta da vereadora Patrícia Queiroz (PP) e defende a cassação do mandato caso sejam constatadas infrações e exista fundamento legal. 

A petição foi lançada depois que Patrícia compartilhou no Instagram publicações que, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), sugeriam que empregadores verificassem as redes sociais de funcionários para descobrir em quem votaram e avaliassem e sugeriu que demitissem. O MPT afirma que o conteúdo poderia estimula discriminação e demissões por convicção política. 

As assinaturas, por si só, não cassam o mandato nem garantem a abertura de um processo. O documento ainda precisa passar por análise jurídica da Câmara. Se for considerado válido, poderá seguir para a comissão responsável. A petição pede que o caso seja apurado pelo Conselho de Ética e pelos órgãos competentes, e fala em cassação se houver base legal.

O caso também está na Justiça do Trabalho. O MPT ajuizou uma ação civil pública e pediu, entre outras medidas, que a vereadora se retratasse e pagasse R$ 500 mil por danos morais coletivos. Esse valor é um pedido do órgão, não uma indenização já determinada pela Justiça. Em decisão liminar, o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região proibiu Patrícia de praticar ou incentivar discriminação e assédio eleitoral contra trabalhadores e determinou a publicação de uma retratação. Após a decisão, Patrícia publicou uma retratação, um texto formal,  afirmando que trabalhadores têm o direito de escolher livremente seus candidatos. A publicação foi feita em cumprimento à ordem judicial. 

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