Governo do Estado não responde sobre investigação de incêndios e ligação com criminosos
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará, detalhou a mobilização de brigadistas e bombeiros no Pará, mas não informou se apura uma possível relação entre o fogo na região do Chapadão e atividades agropecuárias. Imagem de satélite, sozinha, não comprova a origem das chamas. A Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) informou […]
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará, detalhou a mobilização de brigadistas e bombeiros no Pará, mas não informou se apura uma possível relação entre o fogo na região do Chapadão e atividades agropecuárias. Imagem de satélite, sozinha, não comprova a origem das chamas.
A Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) informou que monitora focos de calor e incêndios florestais em todo o estado, mantém brigadistas em 11 áreas prioritárias e mobiliza equipes quando recebe denúncias. Mas, após ser questionada pela reportagem, não esclareceu se investiga uma possível relação entre incêndios na região do Chapadão e atividades do agronegócio.

A pergunta foi enviada junto com uma imagem de satélite que a reportagem interpretou como indicação de fumaça na área do Chapadão, em direção a Alter do Chão. O registro, por si só, não permite confirmar quem provocou o fogo e se há relação com uma atividade econômica.
Questionada também sobre medidas para evitar novos incêndios, a Semas respondeu que aciona uma sala de situação para mobilizar brigadas e que o Corpo de Bombeiros pode enviar equipes da Operação Fênix. A secretaria não especificou se Alter do Chão ou o Chapadão estão entre as 11 áreas prioritárias.
Em mensagem posterior, a reportagem voltou a cobrar uma resposta sobre a investigação da possível relação entre o agronegócio e os incêndios. Esse ponto não foi esclarecido na resposta enviada pela assessoria da Semas por e-mail.
A preocupação ocorre em meio a uma temporada crítica de fogo no Pará. Em outubro, o estado ultrapassou 11,7 mil focos de calor, o maior número para o mês desde o início da série do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998.
Em 31 de outubro, um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão. As principais frentes foram controladas durante a madrugada, mas pequenos focos continuaram sob monitoramento pelo risco de reacender.