O que está acontecendo na Amazônia? 25 de junho de 2026

Petrobras reconhece risco de vazamento na Foz do Amazonas alcançar costa do Amapá e outros países

A própria Petrobras admite, em novo relatório enviado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que um eventual vazamento de petróleo na região da Foz do Amazonas pode atingir a costa brasileira. O estudo se refere à perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, no litoral do Amapá. De acordo […]

A própria Petrobras admite, em novo relatório enviado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que um eventual vazamento de petróleo na região da Foz do Amazonas pode atingir a costa brasileira. O estudo se refere à perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, no litoral do Amapá.

De acordo com as novas simulações de dispersão de óleo no mar, há possibilidade de que manchas atinjam os municípios de Calçoene e Oiapoque, no extremo norte do estado. A informação contrasta com análises anteriores apresentadas pela estatal, que indicavam baixa probabilidade de o petróleo alcançar a costa brasileira devido à direção das correntes marítimas.

O relatório também amplia a área de possível impacto ambiental. Segundo a Petrobras, o óleo poderia atingir não apenas regiões do Brasil, mas também países do Caribe, como Trinidad e Tobago, Granada, Santa Lúcia, Martinica e Barbados, além de nações sul-americanas como Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. As projeções consideram variações sazonais entre dois períodos do ano, com base em correntes, ventos e marés.

Em janeiro, durante a abertura do poço, foi registrado um vazamento de cerca de 18 mil litros de fluido de perfuração. A estatal afirma que os novos modelos levam em conta ajustes técnicos e ambientais mais recentes.

A discussão sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas ocorre em meio a críticas de ambientalistas e especialistas sobre os riscos ambientais e o impacto climático da atividade. A Petrobras, por sua vez, defende a continuidade da exploração como estratégica para a economia, enquanto o debate sobre a transição energética segue em curso no país.

*Matéria realizada com informações do portal Clima.info

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