O que está acontecendo na Amazônia? 29 de maio de 2026

Alerta da ONU: Recorde de calor e seca severa na Amazônia até 2030

Um relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, e do Met Office (Reino Unido), divulgado nesta quinta-feira (28), confirma que a intensificação da crise climática tornará o recorde de calor registrado em 2024 algo passageiro. A previsão é que, até 2030, a Terra experimente anos ainda mais quentes, com temperaturas médias anuais […]

Um relatório conjunto da Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, e do Met Office (Reino Unido), divulgado nesta quinta-feira (28), confirma que a intensificação da crise climática tornará o recorde de calor registrado em 2024 algo passageiro. A previsão é que, até 2030, a Terra experimente anos ainda mais quentes, com temperaturas médias anuais oscilando entre 1,3°C e 1,9°C acima dos níveis pré-industriais.

O dado mais alarmante indica que há 75% de chance de o aquecimento global ultrapassar o limite crítico de 1,5°C já neste período. O motor desse aquecimento continua sendo a emissão desenfreada de dióxido de carbono pela queima de combustíveis fósseis. O impacto humano já é mensurável e trágico: estima-se que as mudanças climáticas estejam ceifando uma vida a cada minuto ao redor do globo.

Desequilíbrio geográfico e ameaça à Amazônia

As projeções indicam que o Ártico deve aquecer quase três vezes mais rápido que a média mundial, com invernos até 2,8°C acima do normal. Esse fenômeno desestabiliza os sistemas climáticos de todo o hemisfério. Enquanto o norte da Europa, Alasca e Sibéria devem registrar chuvas torrenciais e inundações, a Amazônia aparece no mapa de risco com previsão de redução drástica de precipitação.

A seca prolongada no bioma amazônico não apenas ameaça a biodiversidade, mas também agrava o risco de incêndios e compromete a subsistência de populações tradicionais e a economia da região. Especialistas alertam que a chegada de um novo fenômeno El Niño nos próximos meses pode acelerar esses recordes, fazendo com que o pico de calor ocorra já em 2027.

Transição urgente

Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima (UNFCCC), reforçou o apelo pelo abandono imediato da dependência de petróleo, gás e carvão. Segundo Stiell, a energia renovável já é mais barata, mais rápida de implementar e oferece maior segurança energética em tempos de conflitos geopolíticos, como os vistos recentemente no Oriente Médio.

Proteger vidas e economias exige velocidade na transição“, alertou o executivo. O relatório da ONU serve como um ultimato para as nações que ainda relutam em acelerar o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

*Matéria realizada com informações do portal Clima.Info.

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