Lideranças Indígenas 8 de maio de 2026

Mulheres na linha de frente Marcha Mundial das Mulheres participa da Cúpula dos Povos em Belém

Entre os dias 12 e 16 de novembro, Belém (PA) recebe a Cúpula dos Povos frente à COP-30, evento que reúne centenas de organizações e movimentos sociais para discutir propostas e construir uma agenda comum em defesa da natureza e dos povos da Amazônia. A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) participa desde o início da […]

Entre os dias 12 e 16 de novembro, Belém (PA) recebe a Cúpula dos Povos frente à COP-30, evento que reúne centenas de organizações e movimentos sociais para discutir propostas e construir uma agenda comum em defesa da natureza e dos povos da Amazônia. A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) participa desde o início da construção do processo e marca presença com uma delegação diversa, formada principalmente por militantes da região Norte, além de representantes de outros estados e países.

De acordo com a MMM, a mobilização busca fortalecer uma visão feminista, anticapitalista e antirracista sobre a crise climática, denunciando o que o movimento considera a “captura corporativa” dos espaços multilaterais, como as Conferências da ONU sobre o Clima. Para as integrantes da marcha, as soluções apresentadas nesses fóruns “são falsas e insuficientes diante da gravidade do desafio ambiental”.

A delegação da Marcha Mundial das Mulheres na Cúpula dos Povos conta com representantes do Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, além de militantes de Turquia, Palestina, Saara Ocidental, Quênia, Indonésia, Venezuela, Chile, Argentina e Peru.

Em agosto deste ano, mulheres do Pará e do Maranhão já haviam se reunido em Mosqueiro, distrito de Belém, para o Encontro Regional Amazônico da Marcha Mundial das Mulheres, que teve como tema “Alternativas feministas e populares para a justiça climática e o bem viver”. O evento integrou o calendário da 6ª Ação Internacional da MMM e resultou em uma Carta Política que denuncia o avanço do “capitalismo racista e patriarcal” na Amazônia e propõe caminhos feministas para uma “verdadeira justiça climática”.

Em nota, o movimento afirmou que os avanços da chamada Economia Verde têm afetado diretamente os territórios de povos do campo, das águas e das florestas, mas também atingem as periferias urbanas, reforçando o racismo ambiental. “A hegemonia do mercado financeiro visa, a todo custo, lucrar com a exploração da vida e do trabalho das mulheres. Isso se expressa no poder das corporações e bancos sobre o Estado, na precarização do trabalho e na expansão capitalista através da economia verde”, destaca o texto da MMM.

A Cúpula dos Povos ocorre de forma paralela à preparação da COP-30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Belém em 2025. O evento é um espaço autônomo dos movimentos sociais e populares, com debates, oficinas e atividades culturais voltadas à defesa dos direitos humanos, da soberania dos povos e da justiça climática.

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