Navio-sonda da Petrobras segue rumo ao Amapá para simulação de operação na Foz do Amazonas
Sonda NS-42 deve chegar ao estado no fim de junho
A Petrobras confirmou que a sonda NS-42, destinada à perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, tem previsão de chegada ao estado do Amapá no próximo dia 29 de junho. A informação foi comunicada pela empresa ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na última quinta-feira (12). As informações são do portal Valor Econômico.
Últimos preparativos antes da perfuração
Atualmente, a sonda — que pertence à empresa Foresea e também é conhecida como ODN II — está ancorada em Cabo Frio (RJ), onde realiza o carregamento de materiais necessários para a operação. Antes disso, a embarcação passou pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, onde teve o casco limpo, atendendo às exigências ambientais.
De acordo com o cronograma da estatal, a plataforma deverá partir neste sábado (14) rumo à locação definitiva, situada a cerca de 180 quilômetros da costa do município de Oiapoque, no Amapá. No local, será realizada a Avaliação Pré-Operacional (APO), uma etapa fundamental para que o Ibama possa decidir sobre a concessão da licença para a perfuração.
Avaliação Pré-Operacional e medidas ambientais
A APO consiste em uma simulação da perfuração real, permitindo que o órgão ambiental avalie a eficácia dos protocolos de segurança e emergência, como resposta a possíveis vazamentos de óleo. Esse procedimento é obrigatório antes do início de qualquer atividade de perfuração em águas sensíveis, como as da Margem Equatorial.
A Petrobras também afirmou que deve iniciar, na próxima segunda-feira (16), o segundo ciclo do Programa de Monitoramento de Desova de Tartarugas Marinhas. A ação faz parte das condicionantes ambientais previstas no plano de perfuração do bloco FZA-M-59.
O que diz o IBAMA?
A equipe do Amazônia no Ar entrou em contato com o IBAMA para saber mais detalhes sobre a operação como, por exemplo, se povos indígenas da costa do Amapá foram consultados sobre as atividades de perfuração previstas na região e de que forma se deu esse processo de consulta. Até o fechamento desta matéria não houve resposta. O espaço segue aberto.
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