O que está acontecendo na Amazônia? 26 de junho de 2026

“Eu posso tirar tudo de saúde e educação, é isso que você quer?”, ameaça prefeito de tucuruí durante protesto na BR-422

Uma declaração do prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira (MDB), gravada durante as negociações que resultaram na liberação da rodovia Transcametá (BR-422) nesta quinta-feira (25), gerou repercussão nas redes sociais e entre representantes de povos indígenas. A desobstrução da via ocorreu após quatro dias de bloqueio realizado por indígenas da Aldeia Trocará, da comunidade Assurini, que […]

Uma declaração do prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira (MDB), gravada durante as negociações que resultaram na liberação da rodovia Transcametá (BR-422) nesta quinta-feira (25), gerou repercussão nas redes sociais e entre representantes de povos indígenas.

A desobstrução da via ocorreu após quatro dias de bloqueio realizado por indígenas da Aldeia Trocará, da comunidade Assurini, que protestavam desde segunda-feira (22) no quilômetro 19 por melhorias nos acessos locais, cobrando compromissos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

No vídeo que circulou na internet, o gestor menciona a possibilidade de interromper serviços públicos destinados à comunidade caso o bloqueio da rodovia permanecesse, argumentando que a manifestação cobrava pautas exclusivas do DNIT e que o município não possuía pendências com a aldeia.

Na gravação, o prefeito afirma: “Eu posso, então, cortar todos os empregos, tirar tudo de saúde, de educação, de transporte daí de dentro, é isso que você quer?”. Em seguida, a liderança indígena responde: “Pode tirar”. Antes da fala, o gestor também declarou que encerraria o relacionamento institucional com a comunidade caso a via não fosse liberada.

A divulgação do diálogo provocou duras críticas nas redes sociais, onde usuários questionaram a postura do prefeito em vincular a oferta de serviços essenciais e constitucionais, como saúde e educação, ao impasse da rodovia.

Apesar do atrito registrado no vídeo, um acordo foi firmado posteriormente entre as lideranças e o Executivo municipal, permitindo o fluxo normal de veículos. A reportagem solicitou posicionamento da da Prefeitura de Tucuruí sobre o contexto da fala, e o espaço permanece aberto para manifestação.

*Matéria realizada com informações das redes sociais Mídia Indígena e Correio de Carajás.

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