Turismo cresce 30,6% no Pará e experiências comunitárias atraem visitantes em territórios amazônicos
O Pará registrou crescimento de 30,6% no número de visitantes entre 2024 e 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), com análises econômicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA). De acordo com o levantamento, o estado recebeu 1.204.944 turistas em 2024 e alcançou a marca de 1.574.766 […]
O Pará registrou crescimento de 30,6% no número de visitantes entre 2024 e 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), com análises econômicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA). De acordo com o levantamento, o estado recebeu 1.204.944 turistas em 2024 e alcançou a marca de 1.574.766 visitantes em 2025. Ainda segundo os dados divulgados, a atividade turística movimentou mais de R$ 1,14 bilhão na economia paraense no último ano.
Os números refletem o avanço do setor em um estado que reúne atrativos ligados à natureza, à cultura, à gastronomia e aos modos de vida amazônicos. Em meio ao crescimento do fluxo de visitantes, iniciativas voltadas ao turismo de base comunitária têm ganhado espaço ao propor experiências que aproximam os viajantes das comunidades locais e de seus conhecimentos tradicionais.
Turismo de base comunitária ganha destaque
Entre as iniciativas em atividade está o projeto Quase Nativa, que atua com turismo de base comunitária em territórios da Amazônia paraense. A proposta reúne comunidades localizadas em ilhas, praias e quilombos do estado, promovendo experiências que valorizam a cultura local, a preservação ambiental e a geração de renda para moradores dos territórios envolvidos.
Segundo o projeto, a iniciativa está presente em localidades como Soure, Pesqueiro, Quilombo de Mangueiras, Cotijuba e Algodoal, articulando uma rede formada majoritariamente por mulheres negras, ribeirinhas e periféricas.
A proposta busca oferecer aos visitantes experiências que vão além dos atrativos naturais, aproximando-os das histórias, tradições, modos de vida e práticas culturais das comunidades amazônicas.
Experiência em Cotijuba
Um dos participantes das atividades promovidas pelo projeto foi Tristan Soledade, que visitou a Ilha de Cotijuba por meio da experiência Quase Nativa. Em depoimento divulgado pela iniciativa, ele destacou a possibilidade de conhecer o território a partir da convivência com seus moradores.
“É uma coisa muito bonita do turismo de base comunitária: você não só passa pelo lugar, você conhece as pessoas que fazem aquele lugar existir“, afirmou.
Segundo Tristan, a experiência proporcionou uma forma diferente de conhecer Cotijuba, valorizando os processos locais, a produção cultural e as pessoas responsáveis por construir o cotidiano da ilha.
Expedição e capacitação de comunidades
De acordo com o projeto, estão abertas vagas para a próxima edição da Expedição Amazônia Paraense, programada para ocorrer entre os dias 9 e 14 de novembro. O roteiro inclui atividades em Belém, na Ilha do Marajó e na Ilha de Cotijuba, com experiências conduzidas por anfitriãs locais.
A programação prevê atividades como banhos de cheiro, plantio de mudas, observação de fauna e vivências junto às comunidades participantes.
Além das expedições, o projeto informou que realizará o segundo Ciclo de Oficinas Quase Nativa, em parceria com a ONG SER. As atividades estão previstas para ocorrer entre 22 de junho e 3 de julho em comunidades do Marajó e em Belém, por meio do Ecomuseu da Amazônia.
Segundo os organizadores, as formações serão voltadas a agentes turísticos locais e abordarão temas como desenvolvimento de roteiros, afroturismo, receptivo de visitantes, preservação ambiental e turismo de base comunitária.
Com o crescimento do turismo no estado, iniciativas desse tipo buscam fortalecer a participação das comunidades locais na atividade turística, associando geração de renda, valorização cultural e preservação dos territórios amazônicos.
*Matéria produzida com informações da Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur), do Dieese-PA e do projeto Quase Nativa.