Abaixo-assinado pede medidas urgentes para preservar o Museu de Arte de Belém
Um movimento formado por pesquisadores, artistas, professores, estudantes, trabalhadores da cultura e instituições paraenses lançou um abaixo-assinado em defesa do Museu de Arte de Belém (MABE). A mobilização solicita que a Prefeitura de Belém adote medidas para garantir a preservação do espaço, a continuidade de suas atividades e a proteção de seu acervo histórico e […]
Um movimento formado por pesquisadores, artistas, professores, estudantes, trabalhadores da cultura e instituições paraenses lançou um abaixo-assinado em defesa do Museu de Arte de Belém (MABE). A mobilização solicita que a Prefeitura de Belém adote medidas para garantir a preservação do espaço, a continuidade de suas atividades e a proteção de seu acervo histórico e artístico.
A iniciativa surgiu após mudanças promovidas na estrutura administrativa da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Segundo os organizadores, as alterações retiraram o museu do organograma da pasta, gerando preocupação entre profissionais e entidades ligadas à área cultural. Para os signatários, a medida pode comprometer setores considerados fundamentais para a gestão e funcionamento da instituição.
Localizado no Palácio Antônio Lemos, um dos prédios históricos mais emblemáticos da capital paraense, o MABE reúne mais de dois mil bens culturais, incluindo pinturas, esculturas, fotografias, documentos, mobiliário e peças de porcelana que ajudam a contar a história de Belém, da Amazônia e do Brasil. O edifício possui reconhecimento patrimonial em âmbito municipal, estadual e federal.
O documento aponta que o museu enfrenta dificuldades relacionadas à redução de equipes técnicas, carência de profissionais especializados e limitações de recursos financeiros e materiais. Os participantes da campanha também demonstram preocupação com a interrupção de atividades de conservação e restauração do acervo, além do fechamento de setores considerados estratégicos para a instituição.
Os organizadores destacam que o papel do MABE vai além da guarda de obras e documentos. O museu é apontado como um espaço de preservação da memória histórica, artística e social do Pará, além de desenvolver ações voltadas à educação, pesquisa e difusão cultural.
Entre as medidas reivindicadas estão a reestruturação institucional do museu, sua reintegração formal à política cultural do município, a recomposição do quadro técnico especializado e a realização de concurso público para áreas consideradas essenciais.
O abaixo-assinado também pede a reabertura da biblioteca especializada da instituição, a recuperação de espaços destinados às atividades museológicas, inspeções técnicas para avaliar as condições do acervo e do prédio histórico, além da implementação de planos emergenciais e permanentes de conservação, restauração e gestão patrimonial.
Outra reivindicação apresentada é o fortalecimento das ações educativas, científicas e culturais desenvolvidas pelo museu, acompanhado da garantia de recursos financeiros compatíveis com a dimensão de suas atribuições.
Para os participantes da mobilização, o Museu de Arte de Belém é uma referência na preservação da memória cultural amazônica e necessita de políticas públicas permanentes voltadas à proteção de seu patrimônio histórico. O objetivo da campanha é sintetizado na frase adotada como lema do movimento: “Salvar o Museu de Arte de Belém é salvar a memória do Pará”.
O jornal Amazônia no Ar solicitou posicionamento para a Prefeitura de Belém que respondeu em nota:
“A Prefeitura de Belém, por meio Secretaria Municipal de Cultura de Belém (SECULT), informa que o Museu de Arte de Belém (MABE) permanece integralmente vinculado à estrutura da Secretaria, mantendo-se como um dos mais importantes equipamentos culturais do município e parte fundamental da política pública de preservação, valorização e difusão do patrimônio artístico e cultural da cidade.
As adequações administrativas realizadas decorreram do processo de reorganização institucional da administração municipal e tiveram como objetivo aprimorar a gestão dos equipamentos culturais sob responsabilidade da SECULT. Nesse contexto, o MABE segue desempenhando suas atividades normalmente, contando com o trabalho e a dedicação de servidores, técnicos e profissionais que atuam diariamente para garantir seu funcionamento e atendimento ao público.
A atual gestão reconhece a relevância histórica, artística e simbólica do Museu de Arte de Belém para a cultura paraense e reafirma seu compromisso com a valorização do equipamento, de seu acervo e de suas ações educativas e culturais. A Secretaria vem trabalhando continuamente na busca de alternativas, parcerias e investimentos que possibilitem fortalecer o museu e ampliar sua capacidade de atuação.
A SECULT também mantém atenção permanente às necessidades de conservação, manutenção e qualificação dos seus equipamentos culturais, incluindo o MABE, avaliando continuamente medidas que contribuam para a preservação do patrimônio público e para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos à população.
Com relação às manifestações apresentadas por pesquisadores, artistas, trabalhadores da cultura e instituições da sociedade civil, a Secretaria considera legítimo o interesse da comunidade cultural na preservação e no fortalecimento dos espaços culturais do município. O diálogo com os diversos segmentos da cultura é parte essencial da construção das políticas públicas culturais e continuará sendo incentivado pela gestão municipal.
Por fim, a Prefeitura de Belém e a SECULT reiteram seu compromisso com a valorização do Museu de Arte de Belém, reconhecendo sua importância para a memória, a identidade e a produção cultural da cidade, e seguirão empenhadas no desenvolvimento de ações que contribuam para o fortalecimento deste importante patrimônio cultural do povo paraense“.
*Matéria realizada com informações do portal O Liberal e Estado do Pará Online.