O que está acontecendo na Amazônia? 29 de maio de 2026

De Manaus para Belém: Quase 10 toneladas de pirarucu ilegal são barradas em Óbidos

As forças de segurança pública do Pará desferiram um golpe significativo contra a exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia. Na tarde desta quinta-feira (28), agentes da Base Integrada Fluvial Candiru, em Óbidos, interceptaram uma carga de aproximadamente 10 toneladas de pirarucu sendo transportada de forma irregular. O pescado estava escondido no frigorífico de uma […]

As forças de segurança pública do Pará desferiram um golpe significativo contra a exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia. Na tarde desta quinta-feira (28), agentes da Base Integrada Fluvial Candiru, em Óbidos, interceptaram uma carga de aproximadamente 10 toneladas de pirarucu sendo transportada de forma irregular. O pescado estava escondido no frigorífico de uma embarcação que fazia a rota Manaus (AM) – Belém (PA).

Durante a inspeção técnica, foram localizadas 195 sacas contendo o peixe, um dos maiores símbolos da fauna amazônica. Além da ausência total de documentação legal para o transporte, a apreensão ganha contornos de crime ambiental grave por ocorrer em pleno período de defeso, fase em que a pesca e a comercialização da espécie são estritamente proibidas para garantir sua reprodução e sobrevivência.

Integração no combate ao crime

A operação foi um esforço coordenado entre o Grupamento Fluvial (Gflu), as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e setores de inteligência. Para o secretário de Segurança Pública do Pará, Ualame Fialho (Ed-Lin Anselmo), o resultado reforça a importância estratégica do controle nos rios.

As bases fluviais são fundamentais no combate ao tráfico, mas também na proteção da nossa biodiversidade. Essa atuação integrada garante que crimes que impactam diretamente nossos recursos naturais não fiquem impunes”, destacou o titular da pasta.

Destinação social e histórico de apreensões

Diferente de outros tipos de apreensões, o pescado ilegal deve cumprir um papel social após os trâmites administrativos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Óbidos. A carga será periciada e, estando em condições para consumo, será doada a instituições e entidades assistenciais da região do Baixo Amazonas.

Os números da Segup revelam que a fiscalização tem se intensificado: apenas entre janeiro e abril de 2026, mais de sete toneladas de pescado já haviam sido retiradas de circulação. Esta ação em Óbidos já se posiciona como uma das maiores da história recente do estado, ficando atrás apenas da apreensão recorde de 13 toneladas registrada em outubro de 2025, na mesma localidade.

*Matéria realizada com informações do portal G1.

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