O que está acontecendo na Amazônia? 18 de maio de 2026

MPPA investiga suposto desvio de R$ 15 milhões no Ideflor-Bio através de entidades “fantasmas”

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações Privadas e Associações de Interesse Social, oficializou a abertura de um Inquérito Civil para investigar um suposto esquema de corrupção e desvio de aproximadamente R$ 15 milhões em recursos públicos. A investigação foca no uso de […]

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações Privadas e Associações de Interesse Social, oficializou a abertura de um Inquérito Civil para investigar um suposto esquema de corrupção e desvio de aproximadamente R$ 15 milhões em recursos públicos.

A investigação foca no uso de verbas de compensação ambiental que, por lei, deveriam ser aplicadas na gestão de Unidades de Conservação (UCs) pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio).

De acordo com a denúncia oficializada pelo promotor Sávio Rui Brabo de Araújo, o esquema teria sido articulado através de “projetos de fomento” com entidades sem fins lucrativos. A suspeita é de que as instituições envolvidas sejam, em sua maioria, “fantasmas”, recebendo valores vultosos sem que houvesse a execução comprovada das atividades de conservação em campo. O Ministério Público aponta que as manobras financeiras teriam ganhado força em 2024, ano eleitoral, e operariam à revelia dos gestores diretos das Unidades de Conservação.

Modus operandi e lavagem de dinheiro

A investigação apura se altos escalões do órgão ambiental orquestraram o credenciamento dessas instituições para drenar os recursos. Além da improbidade administrativa, o inquérito também levanta suspeitas de lavagem de dinheiro, uma vez que pagamentos referentes a projetos iniciados em 2024 continuariam sendo executados em 2025. Entre as entidades citadas sob investigação estão o Instituto de Desenvolvimento Social da Amazônia, Instituto Comunidade Viva e o Instituto Moradores Educar e Ajudar (IMEA).

A conversão do procedimento preparatório em Inquérito Civil ocorreu após o MPPA considerar insuficientes as diligências iniciais para a completa elucidação dos fatos. O objetivo agora é coletar provas robustas para o ajuizamento de uma futura Ação Civil Pública contra os envolvidos.

Posicionamento

Em nota oficial, o Ideflor-Bio afirmou que mantém uma postura de colaboração com os órgãos de controle. O Instituto informou que “colabora com as autoridades responsáveis, disponibilizando todas as informações e documentos solicitados, em respeito à legislação vigente e aos princípios da transparência e da administração pública“.

Até o fechamento desta matéria, o Ministério Público do Pará e a Polícia Civil ainda não haviam detalhado os próximos passos das diligências ou possíveis pedidos de prisão e busca e apreensão. A nossa redação aguarda o posicionamento oficial de ambas as instituições para atualizar as informações sobre o andamento das investigações e a identificação dos envolvidos.

*Matéria realizada com informações do portal O Impacto.

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