O que está acontecendo na Amazônia? 16 de maio de 2026

Litro do açaí ultrapassa R$ 80 em Belém e acumula alta de 50% em 2026

O prato principal da mesa do paraense está pesando cada vez mais no bolso. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese/PA, o preço do açaí em Belém já acumula uma alta superior a 50% apenas nos primeiros quatro meses de 2026. O reajuste, que ocorre pelo […]

O prato principal da mesa do paraense está pesando cada vez mais no bolso. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese/PA, o preço do açaí em Belém já acumula uma alta superior a 50% apenas nos primeiros quatro meses de 2026.

O reajuste, que ocorre pelo quarto mês consecutivo, atinge feiras, supermercados e pontos de venda, com o litro do tipo “grosso” chegando a ser comercializado por mais de R$ 80 em alguns estabelecimentos.

Abismo entre Açaí e Inflação

A disparidade entre o aumento do fruto e o custo de vida geral é alarmante. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 2,60% no ano, o açaí médio subiu 51,70% e o grosso disparou 55,07%.

  • Açaí Médio: Saltou de R$ 28,82 (janeiro) para R$ 43,72 (abril).
  • Açaí Grosso: Saltou de R$ 41,95 (janeiro) para R$ 65,05 (abril).

Por que o preço subiu tanto?

De acordo com o Dieese/PA, três fatores principais sustentam essa escalada:

Entressafra: A baixa oferta natural do fruto neste período do ano.
Mercado Externo: O crescimento das exportações e a forte demanda internacional pelo produto paraense.
Atravessadores: A interferência desses agentes na cadeia produtiva, que encarece o repasse ao consumidor final.

    Variação por pontos de venda

    A pesquisa revela que pesquisar ainda é a melhor saída, embora os preços mínimos continuem altos. Nas feiras livres, o tipo médio varia entre R$ 24 e R$ 42. Já nos supermercados, a média sobe para o intervalo de R$ 38 a R$ 48. Para quem não abre mão do tipo grosso, o cenário é mais crítico, com valores atingindo R$ 76 nas feiras e oscilando entre R$ 58 e R$ 68 nas grandes redes.

    Expectativa de alívio

    Apesar do cenário pessimista, o instituto prevê uma redução gradual nos valores para os próximos meses com a chegada da nova safra. Contudo, o Dieese alerta que, historicamente, a queda de preços é mais lenta e menos intensa do que as altas registradas durante a entressafra.

    COMPARATIVO DE PREÇOS (QUADRIMESTRE)

    Tipo de AçaíJaneiro/2026Abril/2026Variação (%)
    MédioR$ 28,82R$ 43,72+51,70%
    GrossoR$ 41,95R$ 65,05+55,07%

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