Litro do açaí ultrapassa R$ 80 em Belém e acumula alta de 50% em 2026
O prato principal da mesa do paraense está pesando cada vez mais no bolso. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese/PA, o preço do açaí em Belém já acumula uma alta superior a 50% apenas nos primeiros quatro meses de 2026. O reajuste, que ocorre pelo […]
O prato principal da mesa do paraense está pesando cada vez mais no bolso. Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese/PA, o preço do açaí em Belém já acumula uma alta superior a 50% apenas nos primeiros quatro meses de 2026.
O reajuste, que ocorre pelo quarto mês consecutivo, atinge feiras, supermercados e pontos de venda, com o litro do tipo “grosso” chegando a ser comercializado por mais de R$ 80 em alguns estabelecimentos.
Abismo entre Açaí e Inflação
A disparidade entre o aumento do fruto e o custo de vida geral é alarmante. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 2,60% no ano, o açaí médio subiu 51,70% e o grosso disparou 55,07%.
- Açaí Médio: Saltou de R$ 28,82 (janeiro) para R$ 43,72 (abril).
- Açaí Grosso: Saltou de R$ 41,95 (janeiro) para R$ 65,05 (abril).
Por que o preço subiu tanto?
De acordo com o Dieese/PA, três fatores principais sustentam essa escalada:
Entressafra: A baixa oferta natural do fruto neste período do ano.
Mercado Externo: O crescimento das exportações e a forte demanda internacional pelo produto paraense.
Atravessadores: A interferência desses agentes na cadeia produtiva, que encarece o repasse ao consumidor final.
Variação por pontos de venda
A pesquisa revela que pesquisar ainda é a melhor saída, embora os preços mínimos continuem altos. Nas feiras livres, o tipo médio varia entre R$ 24 e R$ 42. Já nos supermercados, a média sobe para o intervalo de R$ 38 a R$ 48. Para quem não abre mão do tipo grosso, o cenário é mais crítico, com valores atingindo R$ 76 nas feiras e oscilando entre R$ 58 e R$ 68 nas grandes redes.
Expectativa de alívio
Apesar do cenário pessimista, o instituto prevê uma redução gradual nos valores para os próximos meses com a chegada da nova safra. Contudo, o Dieese alerta que, historicamente, a queda de preços é mais lenta e menos intensa do que as altas registradas durante a entressafra.
COMPARATIVO DE PREÇOS (QUADRIMESTRE)
| Tipo de Açaí | Janeiro/2026 | Abril/2026 | Variação (%) |
| Médio | R$ 28,82 | R$ 43,72 | +51,70% |
| Grosso | R$ 41,95 | R$ 65,05 | +55,07% |