O que está acontecendo na Amazônia? 15 de maio de 2026

Povos indígenas do RS denunciam avanço de megaprojeto de celulose sem consulta prévia

Povos indígenas das etnias Mbyá Guarani e Kaingang, no Rio Grande do Sul, intensificaram a mobilização contra o avanço do projeto “Natureza Viva”, uma iniciativa de expansão da multinacional chilena CMPC. O empreendimento, que prevê a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro e a ampliação de plantios de eucalipto em […]

Povos indígenas das etnias Mbyá Guarani e Kaingang, no Rio Grande do Sul, intensificaram a mobilização contra o avanço do projeto “Natureza Viva”, uma iniciativa de expansão da multinacional chilena CMPC.

O empreendimento, que prevê a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro e a ampliação de plantios de eucalipto em mais de 20 municípios, é alvo de denúncias pela ausência de consulta livre, prévia e informada, direito garantido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para as comunidades afetadas, o projeto representa uma ameaça existencial. Lideranças indígenas relatam que o cercamento de áreas por monoculturas de eucalipto restringe o acesso a recursos naturais essenciais, como ervas medicinais e matérias-primas para o artesanato, além de impactar o fluxo de águas e a biodiversidade local. “Eles vão matando nossa cultura e nós morremos aos poucos“, desabafou uma das lideranças em meio aos protestos que buscam interromper o processo de licenciamento até que os impactos socioambientais sejam devidamente discutidos com as aldeias.

Enquanto a empresa defende o projeto como um motor de desenvolvimento econômico e geração de empregos para o estado, os povos originários e entidades de apoio argumentam que o desenvolvimento não pode ocorrer à custa da destruição de modos de vida ancestrais. O impasse coloca em xeque a atuação dos órgãos ambientais gaúchos na fiscalização e na garantia dos direitos territoriais, em um cenário de crescente pressão do agronegócio e da indústria sobre áreas de preservação e ocupação tradicional.

*Com informações do portal Brasil de Fato.

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