O que está acontecendo na Amazônia? 6 de maio de 2026

Proteção da fauna silvestre deve ser prioridade nacional para 68% dos brasileiros, aponta Quaest

A proteção dos animais silvestres é uma pauta prioritária para a maioria dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa inédita realizada pela Quaest, em parceria com o Instituto Vida Livre, a grande maioria da população acredita que a sociedade precisa dedicar mais atenção à preservação das espécies nativas. O estudo revela um cenário de insatisfação […]

A proteção dos animais silvestres é uma pauta prioritária para a maioria dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa inédita realizada pela Quaest, em parceria com o Instituto Vida Livre, a grande maioria da população acredita que a sociedade precisa dedicar mais atenção à preservação das espécies nativas. O estudo revela um cenário de insatisfação com o momento atual, já que apenas uma pequena parcela dos entrevistados considera que os animais silvestres recebem o cuidado necessário no Brasil.

O levantamento, que ouviu 2 mil pessoas em julho de 2025, aponta que o tema transita do campo afetivo para a agenda política. Para a maior parte dos brasileiros, a preservação do meio ambiente e da fauna deve estar entre as prioridades centrais do país, superando a percepção de que existam outros temas mais urgentes no cronograma nacional.

Tolerância zero contra a caça e o contrabando

A demanda por maior rigor legal é um dos pontos de maior consenso na pesquisa. O sentimento de impunidade reflete nos números, com a maior parte dos cidadãos defendendo que a pena para quem caça animais silvestres seja mais rigorosa. Além disso, o contrabando de animais é visto como um problema grave e estrutural por quase a totalidade dos participantes.

O apoio à exploração animal também é minoritário. Segundo a Quaest, a maior parte da população discorda da liberação da caça para civis, enquanto a rejeição ao uso de animais em espetáculos circenses e a testes de produtos em animais antes de humanos também é predominante.

Responsabilidade compartilhada e confiança nas ONGs

Um dado relevante do estudo é a percepção de dever coletivo. Para a maioria dos entrevistados, cuidar dos animais silvestres é uma responsabilidade dividida entre o governo e a sociedade. No entanto, quando o assunto é confiança institucional, o poder público aparece em desvantagem em relação a outras entidades.

Em uma escala de 0 a 10, as Organizações Não Governamentais lideram o índice de confiança, seguidas pelas empresas privadas. O governo obteve a menor média de confiança entre as instituições avaliadas no levantamento.

Acidentes e convivência urbana

A presença da fauna em cidades é uma realidade frequente para os brasileiros, com muitos entrevistados afirmando ver animais silvestres em ruas, parques e quintais com regularidade. Essa convivência gera debates sobre a responsabilidade em casos de incidentes, dividindo opiniões entre a obrigação de quem causa o acidente e o dever das prefeituras ou governos.

Para a diretoria do Instituto Vida Livre, o desafio agora é transformar o interesse digital e o afeto pela fauna em mobilização prática. O objetivo é oferecer canais claros para que o cidadão possa exercer sua corresponsabilidade na proteção da biodiversidade brasileira.

Metodologia

A pesquisa Quaest/Instituto Vida Livre ouviu 2.000 brasileiros com 16 anos ou mais, de forma online, entre 3 e 16 de julho de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

*Matéria realizada com informações do Portal G1.

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