Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos anuncia nova diretoria após falecimento da fundadora e reforça continuidade das ações
Advogada Mary Cohen assume a presidência do IDAH, que passa por reorganização e reforça atuação na defesa de crianças, adolescentes e mulheres, especialmente no Marajó
O Instituto Dom Azcona e Irmã Henriqueta de Direitos Humanos (IDAH) divulgou a nova composição da diretoria da entidade e oficializou a atualização do nome institucional após o falecimento da irmã Henriqueta Cavalcante. A religiosa, que presidia o instituto, faleceu no dia 10 de janeiro, em decorrência de um acidente de carro na Paraíba.
Com o falecimento, a então vice-presidente, a advogada Mary Cohen, assumiu automaticamente a presidência. A mudança foi confirmada em assembleia geral realizada no dia 16 de janeiro, que também definiu o advogado Rodrigo Leite como novo vice-presidente da organização.
Reorganização e continuidade do legado

Segundo a nova gestão, o instituto passa por um processo de reorganização interna para assegurar a continuidade do trabalho iniciado por seus fundadores, Dom José Luiz Azcona e irmã Henriqueta Cavalcante. A proposta é manter o histórico de atuação voltado à defesa dos direitos humanos e ao enfrentamento de violências que atingem populações em situação de vulnerabilidade.
O IDAH tem atuação consolidada no arquipélago do Marajó, região que apresenta baixos indicadores sociais e enfrenta desafios históricos relacionados à proteção de crianças, adolescentes e mulheres. A nova presidente afirma que, além de manter o trabalho já desenvolvido, a instituição pretende ampliar sua presença para outros municípios do Pará e também fortalecer articulações fora do estado.
Combate à violência segue como prioridade
Enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico de pessoas
A nova direção reforçou que o foco principal do instituto permanece no combate à violência contra crianças, adolescentes e mulheres. Entre as frentes prioritárias estão o enfrentamento da exploração sexual e o combate ao tráfico de pessoas, problema que ainda preocupa organizações sociais na região amazônica.
De acordo com a presidência do IDAH, a atuação envolve não apenas denúncias e acompanhamento de casos, mas também articulação com redes de proteção e instituições públicas.
Parcerias e proteção à infância
O instituto informou ainda que vai manter e fortalecer parcerias com entidades que atuam contra o trabalho infantil e outras formas de violação de direitos da infância. A estratégia é integrar ações de prevenção, apoio às vítimas e incidência política para garantir políticas públicas mais efetivas.
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