O que está acontecendo na Amazônia? 13 de maio de 2026

Morte de jovem após 15 dias de espera por leito em UPA de Ananindeua gera revolta e denúncias de negligência; órgãos seguem em silêncio

A manhã desta última segunda-feira (11) foi marcada por luto e indignação em Ananindeua. Luiz Felipe Duarte, de apenas 18 anos, faleceu após permanecer 15 dias internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Nova, aguardando uma transferência para um hospital de alta complexidade que nunca ocorreu. O caso, que começou com uma infecção […]

A manhã desta última segunda-feira (11) foi marcada por luto e indignação em Ananindeua. Luiz Felipe Duarte, de apenas 18 anos, faleceu após permanecer 15 dias internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Nova, aguardando uma transferência para um hospital de alta complexidade que nunca ocorreu. O caso, que começou com uma infecção dentária, terminou em tragédia, expondo falhas críticas no sistema de regulação de saúde do município.

Luiz Felipe deu entrada na unidade no dia 28 de abril. Segundo relatos desesperados da família, o quadro clínico do jovem exigia suporte especializado e intervenções que a UPA não possuía estrutura para oferecer. Em vídeos gravados durante o período de internação, a mãe do jovem, Gerliane Duarte, fez apelos contínuos às autoridades e à imprensa, denunciando que precisava levar insumos básicos de casa para que o filho recebesse o mínimo de assistência. “Eu recorri para cá porque pensei que iam me dar suporte, mas tudo eu tenho que trazer da minha casa“, desabafou na ocasião.

A denúncia da família aponta para uma falha gravíssima no fluxo de transferência. Mesmo com o agravamento visível do estado de saúde de Luiz Felipe ao longo de duas semanas, o encaminhamento para um leito especializado não foi concretizado a tempo de salvar sua vida. Parentes relatam ainda dificuldades para obter informações claras sobre os procedimentos adotados pela equipe médica durante a espera.

A morte do jovem gerou uma onda de manifestações nas redes sociais, onde amigos e familiares cobram responsabilidade da Prefeitura de Ananindeua e da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) pela gestão das unidades de urgência e pela eficiência da central de regulação de leitos.

O jornal Amazônia no Ar solicitou posicionamento aos órgãos e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

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