Ibama identifica 21 “madeireiras fantasmas” no Pará após aplicar R$ 110 milhões em multas
Uma megaoperação do Ibama na Amazônia, denominada Operação Maravalha, revelou um esquema sofisticado de crimes ambientais e laborais no estado do Pará. Após a aplicação de R$ 110 milhões em multas e a apreensão de 15 mil m³ de madeira irregular, os investigadores identificaram 21 empresas com fortes indícios de serem “fantasmas” ou de fachada. […]
Uma megaoperação do Ibama na Amazônia, denominada Operação Maravalha, revelou um esquema sofisticado de crimes ambientais e laborais no estado do Pará. Após a aplicação de R$ 110 milhões em multas e a apreensão de 15 mil m³ de madeira irregular, os investigadores identificaram 21 empresas com fortes indícios de serem “fantasmas” ou de fachada.
Segundo o órgão ambiental, 55 das empresas fiscalizadas não possuíam sequer um funcionário registado, apesar de movimentarem grandes volumes de créditos florestais.O esquema consistia na utilização dessas empresas fictícias para o “esquentamento” de notas fiscais e créditos de madeira extraída ilegalmente, simulando uma legalidade que não existia.
Em ofício enviado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ibama manifestou suspeitas de utilização de mão de obra informal e precarizada, além de fraude nos sistemas de controlo ambiental. A operação também registou momentos de tensão, incluindo a prisão em flagrante de um fazendeiro em Anapu que ofereceu um suborno de R$ 100 mil a um fiscal para evitar autuações.
A ofensiva do Ibama gerou fortes reações no Congresso Nacional, mobilizando representantes do agronegócio descontentes com o rigor das fiscalizações. No entanto, os dados do Imazon reforçam a necessidade da ação: estima-se que 47% de toda a madeira explorada no Pará apresente indícios de irregularidade.
As empresas autuadas permanecem interditadas e os créditos florestais suspeitos foram bloqueados para impedir que o material ilegal chegue ao mercado nacional e internacional.
*Matéria realizada com informações do portal Folha de São Paulo.