Ratos, furtos e manutenção: mercado histórico inaugurado na COP30 enfrenta crise
Permissionários do Mercado de São Brás denunciaram ao Amazônia no Ar problemas de segurança, falta de limpeza e falhas na manutenção da estrutura do espaço público em Belém. Empresários que atuam no local afirmam que furtos, presença de ratos, banheiros precários e ausência de fiscalização e segurança têm afetado o funcionamento dos estabelecimentos e afastado […]
Permissionários do Mercado de São Brás denunciaram ao Amazônia no Ar problemas de segurança, falta de limpeza e falhas na manutenção da estrutura do espaço público em Belém. Empresários que atuam no local afirmam que furtos, presença de ratos, banheiros precários e ausência de fiscalização e segurança têm afetado o funcionamento dos estabelecimentos e afastado clientes.
“A gente tem que fazer alguma coisa agora, se não o mercado vai virar o que era antes”, afirmou uma fonte que não quis se identificar.
A principal cobrança dos permissionários é direcionada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Sedcon, responsável pela gestão do espaço, vinculada à Prefeitura de Belém.
Entre as reclamações mais recorrentes estão as condições de higiene do mercado. Permissionários relatam que os banheiros estão danificados, com portas quebradas, ausência de suportes para sabonete e improvisos com garrafas plásticas para armazenar sabão.
Além disso, há relatos de sujeira acumulada em diferentes áreas do prédio e falta de manutenção.
“A limpeza do mercado é um problema. Os banheiros estão em estado precário, portas que não fecham e até garrafas pet furadas sendo usadas como suporte para sabão. Isso mostra total falta de cuidado”, afirma a fonte.
Outro ponto citado é a estrutura destinada ao público. Conforme relato dos empresários, muitas mesas e cadeiras estão quebradas ou mal fixadas, o que dificulta a permanência dos clientes.
“As mesas estão todas quebradas ou bambas. Isso afasta o público. A prefeitura não faz manutenção e não traz novas mesas. É uma das maiores reclamações dos clientes, que não têm onde sentar”, critica.
A aparição de ratos também foi apontada como um problema frequente no mercado, principalmente até o início deste ano.
Segundo os permissionários, a situação era agravada pela falta de obrigatoriedade de dedetização nos boxes individuais. A exigência passou a valer em fevereiro, mas os comerciantes afirmam que ainda há dúvidas sobre a fiscalização da medida.
“Antes era comum ver ratos circulando pelos corredores, até durante o movimento. Agora diminuiu porque alguns fizeram dedetização, mas isso precisa ser feito todo mês. A questão é: será que a prefeitura vai cobrar?”, questionou uma permissionária.
Diante da ausência da Prefeitura em manter a limpeza adequada do espaço, os próprios permissionários tomaram medidas pela higiene do mercado.
“Eu fechei com uma empresa para fazer a dedetização todo mês, mas muita gente ali não vai conseguir pagar por isso. E a prefeitura não cobra regras básicas, como horário de funcionamento e limpeza. Então imagina a dedetização”, disse.
Permissionários também relatam problemas de segurança dentro do mercado. Segundo eles, já ocorreram furtos e roubos sem que os responsáveis fossem identificados.
Um dos casos citados foi o furto de garrafas de champanhe durante o dia, além de bicicletas levadas do bicicletário do mercado.
“Um funcionário de um restaurante teve a bicicleta roubada mesmo estando trancada no bicicletário. Como não existem câmeras, ninguém conseguiu identificar o responsável. Ele acabou tendo que arcar com o prejuízo”, relatou um comerciante.
De acordo com os empresários, a ausência de câmeras dificulta a investigação de ocorrências e a prevenção de novos crimes.
Outro ponto citado é a presença constante de pedintes dentro do espaço. Comerciantes afirmam que a situação é comunicada à administração, mas que as medidas inexistentes. Relatos de assédio também foram comunicados.
“Teve uma situação em que um homem estava fotografando mulheres dentro do mercado. A equipe de limpeza percebeu e chamou a polícia”, contou um permissionário.
com a crise instalada, os permissionários aguardam mudanças na administração do espaço, incluindo a possibilidade de uma licitação para gestão do mercado.
Eles também defendem maior fiscalização das regras internas, como limpeza, horários de funcionamento e manutenção permanente dos espaços do Mercado.
“Hoje muita gente não segue as regras porque sabe que não vai ser removida. Falta fiscalização. Se nada for feito, o mercado pode voltar a ter os problemas de antes”, afirmou um comerciante.