Protestos em Altamira chegam ao 23º dia sem respostas e indígenas resistem
Cerca de 200 pessoas participaram do protesto contra o projeto de mineração de ouro da empresa Belo Sun, na Volta Grande do Xingu, nesta segunda, 16. O ato é uma nova estratégia de mobilização, que segue desde em fevereiro, por etnias indígenas que ocupam a sede regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no […]
Cerca de 200 pessoas participaram do protesto contra o projeto de mineração de ouro da empresa Belo Sun, na Volta Grande do Xingu, nesta segunda, 16.
O ato é uma nova estratégia de mobilização, que segue desde em fevereiro, por etnias indígenas que ocupam a sede regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no município.
De acordo com o Movimento de Mulheres Indígenas do Médio Xingu, o bloqueio do acesso ao aeroporto busca pressionar os órgãos competentes a cancelarem a licença de instalação do empreendimento e a retirarem definitivamente a mineradora da região.
A empresa Belo Sun afirma que as atividades seguirão as condicionantes do licenciamento ambiental.
O bloqueio se manteve por algumas horas e os manifestantes retornaram à sede regional da Funai na cidade, onde se concentra a ocupação.
Mais de cem indígenas das etnias Juruna, Xikrin, Xipaya, Kuruaya e Arara. O grupo pede a suspensão da licença de instalação do Projeto Volta Grande, da mineradora canadense Belo Sun, e que o licenciamento deixe a esfera estadual e passe ao Ibama.
O Ministério Público Federal também tenta pressionar o governo federal a suspender e revogar a licença. Porém, ainda segue o silêncio da gestão federal.