O que está acontecendo na Amazônia? 28 de março de 2026

Projeto da Ufopa busca evitar extinção de planta medicinal na Amazônia

A Universidade Federal do Oeste do Pará lidera uma estratégia inédita para preservar a planta medicinal unha-de-gato na região de Santarém. A espécie, conhecida cientificamente como Uncaria tomentosa, enfrenta riscos de erosão genética e até extinção devido à exploração predatória e à degradação ambiental. Considerada importante para o Sistema Único de Saúde por suas propriedades […]

A Universidade Federal do Oeste do Pará lidera uma estratégia inédita para preservar a planta medicinal unha-de-gato na região de Santarém. A espécie, conhecida cientificamente como Uncaria tomentosa, enfrenta riscos de erosão genética e até extinção devido à exploração predatória e à degradação ambiental.

Considerada importante para o Sistema Único de Saúde por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e imunomoduladoras, a planta tem populações naturais cada vez mais isoladas, o que compromete sua diversidade genética e sobrevivência a longo prazo.

Para reverter esse cenário, a Ufopa investe em pesquisa aplicada com a criação de um banco de germoplasma e técnicas de cultivo controlado no Núcleo de Bioativos do projeto Maniva Tapajós. A iniciativa conta com apoio de instituições como a Universidade de Ribeirão Preto.

O projeto avança agora para a produção de cerca de mil mudas até 2026, em parceria com o Projeto Saúde e Alegria e agricultores familiares do Alto Tapajós. A proposta busca reduzir o extrativismo predatório, gerar renda e fortalecer comunidades ribeirinhas por meio do cultivo sustentável.

As ações também integram políticas públicas de saúde com o programa Farmácia Viva, desenvolvido em cooperação com a Prefeitura de Santarém e a Arquidiocese local. A iniciativa prevê desde a produção de insumos vegetais até a criação de protocolos clínicos para ampliar o uso seguro de plantas medicinais na rede pública.

Além da unha-de-gato, outras espécies como erva-baleeira, chambá, erva-penicilina, folha-da-fortuna e açafrão também fazem parte do projeto, cultivadas no Centro de Formação Emaús. A iniciativa une ciência, saúde pública e saberes tradicionais para fortalecer a preservação da biodiversidade amazônica.

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