O que está acontecendo na Amazônia? 9 de abril de 2026

Petrobras pede autorização do IBAMA para mais três poços após vazamento na Margem Equatorial

Mesmo diante da instabilidade do mercado global de energia e de um histórico recente de falhas operacionais, a Petrobras mantém a ofensiva para consolidar a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial. A estatal solicitou formalmente ao IBAMA autorização para perfurar três novos poços contingentes (Manga, Crotalus e Extensão de Morpho) no bloco FZA-M-59, […]

Mesmo diante da instabilidade do mercado global de energia e de um histórico recente de falhas operacionais, a Petrobras mantém a ofensiva para consolidar a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial. A estatal solicitou formalmente ao IBAMA autorização para perfurar três novos poços contingentes (Manga, Crotalus e Extensão de Morpho) no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas.

A movimentação ocorre em um momento delicado: a perfuração do poço pioneiro, o Morpho, só foi retomada em março deste ano. A operação havia sido suspensa em janeiro devido ao vazamento de 18 mil litros de fluido de perfuração, incidente que atrasou o cronograma oficial em cerca de 45 dias. Agora, a previsão é que Morpho seja finalizado apenas em meados de junho.

Expansão e estratégia

Os novos poços solicitados variam entre 173 km e 181 km de distância da costa, operando em profundidades que beiram os 3 mil metros de lâmina d’água. Além da perfuração, que deve durar entre 150 e 160 dias por unidade, a petroleira busca permissão para:

  • Realizar testes de formação para avaliar a viabilidade comercial das reservas;
  • Executar o abandono definitivo (fechamento com tampões de cimento) dos quatro poços previstos após a coleta de dados.

Contexto e críticas

O avanço da Petrobras na região é alvo de intenso debate. Críticos apontam que a insistência em novas fronteiras fósseis ignora a fragilidade da segurança energética baseada em hidrocarbonetos, evidenciada pelos recentes conflitos no Oriente Médio. Por outro lado, a estatal defende que a exploração da Foz do Amazonas é vital para a reposição de reservas e para a soberania energética do país nas próximas décadas.

A campanha no Bloco 59, iniciada em outubro de 2025, segue sob a vigilância rigorosa de órgãos ambientais e da sociedade civil, dada a sensibilidade ecológica da foz do Rio Amazonas e a pressão internacional pela transição energética.

*Matéria construída com informações do Portal ClimaInfo

  • Compartilhar em:

Veja também