Pesquisadora da Amazônia Maria Teresa Fernandez Piedade é a vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026
A ciência brasileira celebra a trajetória de uma das maiores estudiosas da maior floresta tropical do mundo. Maria Teresa Fernandez Piedade, de 74 anos, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), foi a vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026. A honraria, concedida pelo CNPq, é o reconhecimento máximo a uma carreira dedicada […]
A ciência brasileira celebra a trajetória de uma das maiores estudiosas da maior floresta tropical do mundo. Maria Teresa Fernandez Piedade, de 74 anos, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), foi a vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026. A honraria, concedida pelo CNPq, é o reconhecimento máximo a uma carreira dedicada a decifrar os segredos das áreas alagáveis e a complexa dinâmica dos rios da região.
Com quase cinco décadas de atuação, a bióloga transformou o que era um “sonho de estudante” em um legado científico robusto. Especialista na adaptação da vegetação às variações sazonais dos níveis das águas, Piedade investiga como a flora amazônica sobrevive ao ciclo de cheias e vazantes, um fenômeno vital para o equilíbrio climático global, mas que hoje enfrenta ameaças crescentes.
Ciência contra o tempo
Para a pesquisadora, o momento atual exige urgência. Em seus estudos mais recentes, Maria Teresa alerta para as “mudanças profundas” causadas por intervenções humanas, como a construção de barragens e o desmatamento. “É uma corrida contra o tempo“, define a cientista, ressaltando que as lacunas de conhecimento sobre a Amazônia precisam ser preenchidas rapidamente através do fortalecimento da pesquisa local e da formação de novos quadros acadêmicos.
Voz feminina e apoio institucional
Ao receber a notícia do prêmio, Maria Teresa descreveu a conquista como “inimaginável” e destacou a importância das bolsas do CNPq em sua caminhada. A premiação também serviu de plataforma para uma mensagem de incentivo à equidade de gênero na academia. A pesquisadora enfatizou que a contribuição feminina é indispensável para uma ciência mais colaborativa e sensível, reforçando que “nenhuma mulher deve se sentir menor” no campo da investigação científica.
*matéria realizada com informações do Portal Governo Federal.