O que está acontecendo na Amazônia? 31 de julho de 2025

Movimento global de educação climática chega a Belém e envolve mil crianças da rede pública; saiba mais!

Iniciativa internacional Plant-for-the-Planet realiza academias climáticas com estudantes da rede pública de ensino

Belém, cidade que sediará a COP30 em 2025, está prestes a escrever um novo capítulo na educação climática mundial. Mil crianças da rede pública municipal irão participar das atividades da Plant-for-the-Planet, uma das maiores iniciativas globais de formação de jovens em justiça climática.

A iniciativa nasceu em 2007, na Alemanha, a partir da ideia de Felix Finkbeiner, então com apenas 9 anos. Inspirado pela ativista Wangari Maathai, ele propôs plantar árvores como forma de enfrentar a crise climática. A proposta ultrapassou fronteiras e se transformou em um movimento internacional liderado por crianças e adolescentes.

Dezoito anos depois, o projeto já formou mais de 100 mil Embaixadores da Justiça Climática em 76 países, incluindo o Brasil, onde mais de 5 mil jovens já participaram das atividades da organização. Agora, em 2025, a iniciativa chega a Belém, que se prepara para receber a 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30).

A programação inclui a realização de 20 academias climáticas entre julho e setembro, com oficinas práticas, atividades educativas e o desenvolvimento de projetos ambientais locais. A ação conta com o apoio da Prefeitura de Belém, do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e do Climate Emergency Collaboration Group (CECG).

Formação cidadã e ambiental

Durante os encontros, crianças e adolescentes irão aprender sobre as causas e impactos da crise climática, criarão soluções para seus próprios territórios e serão reconhecidos como Embaixadores da Justiça Climática. A expectativa é que, ao final do ciclo, pelo menos 10 projetos idealizados pelos próprios participantes recebam apoio financeiro por meio do Fundo Semente, com potencial de implementação real em suas comunidades.

Segundo Suane Barreirinhas, coordenadora local da Plant-for-the-Planet em Belém e integrante da Barca Literária, o impacto vai além do plantio de árvores:

“Em um mundo onde tantas crianças crescem cercadas por desigualdades e incertezas, criar espaços de aprendizado que também sejam de afeto, pertencimento e propósito é urgente. Ao envolver crianças e adolescentes em ações práticas pelo clima, abrimos caminhos para que eles se vejam como protagonistas de um futuro mais justo e sustentável.”

Ela também destaca que a proposta fortalece a autonomia e o vínculo com o território:

“É sobre empoderar juventudes, fortalecer vínculos com a terra e fazer florescer a esperança, não como um gesto simbólico, mas como uma prática real de transformação.”

Educação climática com impacto real

O projeto integra uma rede internacional que já formou mais de 100 mil jovens em 76 países. No Brasil, cerca de 5 mil crianças e adolescentes já participaram das academias da Plant-for-the-Planet. Em Belém, o foco está em conectar esse legado global com o contexto amazônico, especialmente no momento em que a cidade ganha destaque internacional por sediar a conferência da ONU sobre o clima.

Para Luciano Frontelle, diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, garantir espaço para as vozes das crianças é essencial:

“Essa iniciativa dá um passo concreto para construir um diálogo entre gerações e assegurar que as decisões sobre o futuro do planeta incluam as vozes de quem mais sofrerá seus impactos.”

Encerramento celebra novas lideranças

O encerramento do ciclo formativo das academias contará com a participação de famílias, escolas e autoridades locais, celebrando uma nova geração de crianças conscientes e atuantes na defesa do meio ambiente.

A ação reforça que plantar árvores também é plantar cidadania, empatia e coragem, e que o futuro sustentável passa, necessariamente, pelas mãos — e ideias — das juventudes.

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