O que está acontecendo na Amazônia? 16 de fevereiro de 2026

Morre, aos 73 anos, Txai Macedo, indigenista que marcou a luta pela demarcação de terras no Acre

Servidor da Funai por mais de quatro décadas, ele morreu em Cruzeiro do Sul após complicações de um câncer e deixa legado na defesa dos povos indígenas.

O indigenista Antônio Luiz Batista de Macêdo, conhecido como Txai Macedo, morreu na manhã deste último domingo, 15 de fevereiro, em Cruzeiro do Sul (AC), aos 73 anos. Ele estava em tratamento contra um câncer nos rins, que já havia se espalhado para os pulmões.

Txai chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu dentro da ambulância enquanto era levado ao Pronto-Socorro do município. Ele deixou sete filhos, netos e familiares.

Trajetória na defesa dos povos indígenas

Txai Macedo dedicou mais de quatro décadas ao trabalho na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Ao longo da carreira, teve atuação considerada fundamental em processos de reconhecimento e demarcação de diversas Terras Indígenas no Acre.

Foi um dos fundadores da Comissão Pró-Índio do Acre, no fim da década de 1970, organização que passou a atuar na defesa dos direitos indígenas no estado.

Na década seguinte, participou de articulações que aproximaram lideranças indígenas e seringueiros na defesa do território e da floresta. Ao lado de Chico Mendes, esteve envolvido na mobilização que resultou na criação da Reserva Extrativista do Alto Juruá, a primeira reserva extrativista federal do país.

Também teve atuação marcante no Vale do Juruá, onde construiu relação próxima com lideranças indígenas e servidores ligados à causa indigenista.

Nota de pesar da Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas divulgou nota de pesar lamentando a morte do servidor aposentado e destacando sua trajetória de mais de 40 anos na autarquia.

No comunicado, o órgão ressaltou a atuação de Txai na demarcação de terras indígenas no Acre e sua participação em marcos importantes da política indigenista no estado. A instituição também se solidarizou com familiares, amigos e colegas da Coordenação Regional do Juruá.

Txai Macedo era reconhecido entre lideranças indígenas e profissionais da área como um servidor comprometido com a defesa dos direitos dos povos originários e com a proteção de seus territórios.


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