O que está acontecendo na Amazônia? 22 de setembro de 2025

Cidades mineradoras do Pará lideram piores índices de qualidade de vida, aponta pesquisa

Levantamento da Agenda Pública mostra que cidades mineradoras do Pará e da Bahia apresentam os piores índices de bem-estar, enquanto municípios de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina lideram em desenvolvimento social e ambiental.

Uma pesquisa realizada pela Agenda Pública avaliou a qualidade de vida em 79 municípios brasileiros com forte dependência econômica da mineração. O estudo analisou indicadores de saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento econômico e finanças públicas para entender como a exploração mineral impacta o bem-estar das populações destas áreas.

Metodologia e distribuição dos municípios mineradores

Foram incluídas no levantamento as cidades que, entre 2018 e 2024, tiveram pelo menos 5% de sua receita proveniente da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A maior concentração de municípios mineradores está em Minas Gerais (35) e Pará (13), com destaque para as regiões Sudeste (36) e Norte (19).

Quatro do cinco municípios com pior desempenho estão no Pará, aponta pesquisa

O estudo revela que, mesmo com arrecadação mineral significativa, quatro dos cinco municípios com pior desempenho apresentam dificuldades persistentes em serviços públicos e preservação ambiental. Entre eles, quatro estão no Pará — Santa Maria das Barreiras, Ipixuna do Pará, Cumaru do Norte e Oriximiná — e um na Bahia, Andorinha.

Na outra ponta, Rio Abaixo, Alvorada de Minas e Itatiaiuçu (MG), Itaoca (SP) e Treviso (SC) superaram a média nacional. Essas cidades apresentaram bons índices em saúde, educação, proteção social e meio ambiente, demonstrando que a gestão adequada das receitas minerais pode gerar melhorias concretas para a população.

O relatório completo está disponível no site da Agenda Pública clique aqui e confira.


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