Cidades mineradoras do Pará lideram piores índices de qualidade de vida, aponta pesquisa
Levantamento da Agenda Pública mostra que cidades mineradoras do Pará e da Bahia apresentam os piores índices de bem-estar, enquanto municípios de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina lideram em desenvolvimento social e ambiental.
Uma pesquisa realizada pela Agenda Pública avaliou a qualidade de vida em 79 municípios brasileiros com forte dependência econômica da mineração. O estudo analisou indicadores de saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento econômico e finanças públicas para entender como a exploração mineral impacta o bem-estar das populações destas áreas.
Metodologia e distribuição dos municípios mineradores
Foram incluídas no levantamento as cidades que, entre 2018 e 2024, tiveram pelo menos 5% de sua receita proveniente da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A maior concentração de municípios mineradores está em Minas Gerais (35) e Pará (13), com destaque para as regiões Sudeste (36) e Norte (19).
Quatro do cinco municípios com pior desempenho estão no Pará, aponta pesquisa
O estudo revela que, mesmo com arrecadação mineral significativa, quatro dos cinco municípios com pior desempenho apresentam dificuldades persistentes em serviços públicos e preservação ambiental. Entre eles, quatro estão no Pará — Santa Maria das Barreiras, Ipixuna do Pará, Cumaru do Norte e Oriximiná — e um na Bahia, Andorinha.
Na outra ponta, Rio Abaixo, Alvorada de Minas e Itatiaiuçu (MG), Itaoca (SP) e Treviso (SC) superaram a média nacional. Essas cidades apresentaram bons índices em saúde, educação, proteção social e meio ambiente, demonstrando que a gestão adequada das receitas minerais pode gerar melhorias concretas para a população.
O relatório completo está disponível no site da Agenda Pública clique aqui e confira.
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