Cidades da Amazônia figuram nas piores posições em levantamento sobre saneamento básico
Novo Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, acendeu um alerta sobre a situação crítica de municípios da Amazônia paraense no acesso a serviços básicos. De acordo com o estudo, cidades com pior desempenho, grupo que inclui vários municípios paraenses, investem, em média, R$ 77,58 por habitante em saneamento, valor muito abaixo dos […]
Novo Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, acendeu um alerta sobre a situação crítica de municípios da Amazônia paraense no acesso a serviços básicos.
De acordo com o estudo, cidades com pior desempenho, grupo que inclui vários municípios paraenses, investem, em média, R$ 77,58 por habitante em saneamento, valor muito abaixo dos R$ 225 considerados necessários para garantir a universalização dos serviços até 2033.
Além da baixa cobertura, o ranking aponta problemas estruturais, como a falta de tratamento adequado de esgoto e altos índices de perdas na distribuição de água, fatores que impactam diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.
O levantamento também reforça a desigualdade regional no país. Enquanto cidades das regiões Sul e Sudeste se aproximam da universalização, municípios do Norte, especialmente no Pará, ainda enfrentam desafios históricos relacionados à infraestrutura e à escassez de investimentos no setor.
As cidades da Amazônia apresentam baixos índices de saneamento devido a uma combinação de fatores. A geografia da região, com solos alagados e grande presença de rios, dificulta e encarece a construção de redes de esgoto.