Jornal 18 de dezembro de 2025

Violência na câmara marca votação do “pacotão” da prefeitura de Belém

Manifestantes invadiram a Câmara Municipal de Belém, nesta terça-feira (17), dia em que seria votado um conjunto de projetos apelidado por movimentos sociais e servidores de “Pacote de Maldades”. As propostas preveem reajustes de tributos que, segundo a Prefeitura, seriam apenas atualizações, mas que, na prática, devem pesar diretamente no bolso da população. Além dos […]

Manifestantes invadiram a Câmara Municipal de Belém, nesta terça-feira (17), dia em que seria votado um conjunto de projetos apelidado por movimentos sociais e servidores de “Pacote de Maldades”. As propostas preveem reajustes de tributos que, segundo a Prefeitura, seriam apenas atualizações, mas que, na prática, devem pesar diretamente no bolso da população.

Além dos impostos, servidores públicos denunciam que algumas medidas representam o desmonte de direitos e conquistas históricas da categoria, aumentando a insatisfação e a mobilização popular.

Durante o protesto, a resposta do poder público foi imediata: a Polícia Militar acionou o Batalhão de Choque, com uso de spray de pimenta para dispersar os manifestantes. As cenas de violência marcaram o dia e levantaram questionamentos sobre a forma como o Estado reage a atos de contestação política.

O contraste chama atenção. Enquanto manifestações são reprimidas com forte aparato policial, bairros de Belém seguem convivendo com a violência cotidiana. Nesta semana, um assalto à mão armada aconteceu em plena luz do dia na avenida Bernardo Sayão. Também mostramos recentemente a degradação da Nova Tamandaré, agravada pela ausência de um posto fixo da Guarda Municipal.

A pergunta que fica é: por que tanta força contra o povo que protesta e tão pouca presença do Estado para proteger a população no dia a dia?

A Câmara Municipal é, por definição, a Casa do Povo. Vereadores estão ali para representar a sociedade. Quando cidadãos se mobilizam para contestar decisões que afetam diretamente suas vidas, o mínimo esperado é diálogo, escuta e respeito — não violência.

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