Jornal 16 de maio de 2025

COPA FEMININA: MAIS UM TRAUMA PARA POPULAÇÃO DO PARÁ

Norte do Brasil fica de fora da Copa do Mundo Feminina de 2027 — de novo Apesar da expectativa criada em torno da possível inclusão de Belém como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, a confirmação oficial frustrou mais uma vez o Norte do país. Nenhuma cidade amazônica foi […]

Norte do Brasil fica de fora da Copa do Mundo Feminina de 2027 — de novo

Apesar da expectativa criada em torno da possível inclusão de Belém como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, a confirmação oficial frustrou mais uma vez o Norte do país. Nenhuma cidade amazônica foi selecionada para receber jogos do torneio, tornando a região a única do Brasil a ficar de fora da competição internacional.

Em 2023, o governador Helder Barbalho chegou a anunciar, ao lado do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que o Estádio do Mangueirão estava indicado como uma das sedes. A promessa animou torcedores e reforçou o desejo de ver o futebol feminino brilhar em solo amazônico. Mas, ao final, a Supercopa do Brasil veio — e a Copa, não.

As oito cidades escolhidas foram: Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. Todas as demais regiões brasileiras terão representação no evento. O Norte, mais uma vez, ficou à margem.

Com uma das torcidas mais apaixonadas do país, clássicos locais históricos e um estádio reformado com padrão internacional, a exclusão de Belém gera revolta e questionamentos. Afinal, se não é por falta de estrutura ou paixão pelo futebol, o que justifica a ausência da Amazônia em mais um evento esportivo de escala global?

A sensação de abandono volta à tona, como ocorreu em 2014, quando o Brasil sediou a Copa masculina e Belém também não foi incluída. Resta a pergunta: até quando o Norte seguirá sendo preterido nos grandes palcos do futebol?

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