CONVITE AO PAPA, PETRÓLEO NOS MANGUES E BELÉM Á VENDA: O QUE TÁ ACONTECENDO?
O Papa pode vir para a COP30 em Belém. Sim, você ouviu certo! O vice-presidente Geraldo Alckmin foi até o Vaticano entregar pessoalmente uma carta do presidente Lula convidando o Papa Leão XIV para participar da conferência do clima que acontece ano que vem aqui na capital paraense. Se aceitar, será a primeira visita de […]
O Papa pode vir para a COP30 em Belém. Sim, você ouviu certo! O vice-presidente Geraldo Alckmin foi até o Vaticano entregar pessoalmente uma carta do presidente Lula convidando o Papa Leão XIV para participar da conferência do clima que acontece ano que vem aqui na capital paraense. Se aceitar, será a primeira visita de um Papa ao Pará desde João Paulo II, em 1980. E não para por aí: o governo também quer trazer nomes como Leonardo DiCaprio, Chris Martin e DJ Alok. Mas o convite vem com um alerta — figuras públicas precisam se posicionar, e não apenas posar para foto. Que COP30 é essa se o petróleo na Amazônia continua avançando? E enquanto os holofotes se voltam para a Amazônia, um desastre ambiental acontece bem debaixo do nosso nariz. Um vazamento de óleo atingiu 14 km do Rio Caeté, em Bragança. Comunidades como Acarajó, Bacuriteua e Caratateua já sentem os impactos. O maior risco? A contaminação dos manguezais. Esses ecossistemas são verdadeiros tesouros naturais — protegem as cidades contra o avanço do mar, guardam carbono por milênios e sustentam comunidades inteiras. Se destruírem isso, não tem COP nem clipe de celebridade que salve. E falando em destruição, a exploração de petróleo na Foz do Amazonas segue firme. O Ibama aprovou um plano da Petrobras para proteger animais em caso de vazamento no bloco FZA-M-59. A aprovação não é uma licença de perfuração, mas é mais um passo que mostra o quanto a exploração avança, mesmo diante dos alertas científicos. Tudo isso em uma das áreas mais sensíveis do planeta, com recifes, manguezais e biodiversidade ainda pouco estudada. Enquanto isso, em Belém, a Câmara Municipal aprovou em 1º turno um projeto polêmico: a venda dos “naming rights” de espaços públicos. Isso mesmo — praças, bosques, parques e áreas de lazer poderão ganhar nomes de empresas. Imagina só: “Praça Ver-o-Peru da Sadia” ou “Orla da Maionese Hellmann’s”. O projeto ainda vai passar por mais uma votação, mas já gerou reação. Apenas duas vereadoras votaram contra: Vivi Reis e Marinor Brito, ambas do PSOL. Uma emenda foi aprovada para impedir empresas com histórico de crimes ambientais ou trabalho escravo de participar — mas ainda assim, a crítica permanece: até onde vai a privatização da cidade? 📌 Jornal apresentado por Mary Tupiassu 🎙 Produção: Erlon Natividade (@erlonatividade) 📲 Assista no YouTube, TikTok