O que está acontecendo na Amazônia? 13 de agosto de 2025

Organizações ambientais pedem que Brasil defenda fim da exploração de petróleo e gás na Amazônia

Carta enviada ao Itamaraty cobra posição firme na Cúpula da Amazônia e na COP30, em Belém

Organizações ambientais entregaram, na última segunda-feira (11), uma carta ao Ministério das Relações Exteriores solicitando que o Brasil se posicione contra a exploração e produção de petróleo e gás na Amazônia. O grupo pede que o país assuma o compromisso de defender o fim da extração de combustíveis fósseis durante a Cúpula da Amazônia, que será realizada este ano em Bogotá, e em seguida na COP30, em Belém.

Segundo o documento, a meta deve ser transformar a região na primeira zona de exclusão global para a exploração de petróleo e gás, incluindo a suspensão de novos projetos e a não ampliação de empreendimentos existentes.

Preparação para a COP30

A reunião de presidentes dos países amazônicos em Bogotá é vista como uma espécie de “ensaio” para a COP30. Na capital colombiana, os líderes irão formular declarações conjuntas e alinhar posicionamentos que serão apresentados oficialmente na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no próximo ano.

Impactos ambientais e sociais na região

O coordenador de articulação do Coletivo Pororoka, João Pedro Galvão, destacou que a expansão dos combustíveis fósseis na Amazônia traz riscos ambientais e viola direitos de comunidades tradicionais. Ele citou o caso dos indígenas Mura, que vivem na região do rio Anebá, no município de Silves (AM), e que, segundo ele, não tiveram sua presença reconhecida quando a empresa Eneva iniciou a exploração de gás nas proximidades.

“A riqueza proveniente dos royalties dessas atividades nunca chega para nós, que vivemos na Amazônia. O que conhecemos são os impactos socioambientais, que são altíssimos”, afirmou Galvão.

Posição da Eneva

Em nota, a Eneva declarou que conduz todos os seus projetos com “rigor técnico e absoluto respeito aos direitos das comunidades locais, à legislação ambiental e aos trâmites legais estabelecidos pelos órgãos competentes”.

A companhia acrescentou que as licenças para as atividades no Amazonas são emitidas pelo órgão ambiental responsável, conforme a legislação vigente, e que o acompanhamento é contínuo pelas autoridades.

A empresa também destacou que, além de atuar com responsabilidade ambiental, contribui para o desenvolvimento econômico das regiões onde opera. No Amazonas, afirma já ter gerado mais de 3,5 mil empregos diretos e indiretos, priorizando a contratação local.


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