INPE aponta queda no desmatamento na Amazônia e Cerrado em abril, mas alerta para El Niño
Os alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado registraram uma queda significativa no mês de abril de 2026, segundo dados divulgados pelo sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Na Amazônia, a área desmatada foi de 228 $km^2$, o que representa uma redução de 15% em comparação ao mesmo período de 2025. […]
Os alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado registraram uma queda significativa no mês de abril de 2026, segundo dados divulgados pelo sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Na Amazônia, a área desmatada foi de 228 $km^2$, o que representa uma redução de 15% em comparação ao mesmo período de 2025. Já no Cerrado, o recuo foi ainda mais expressivo: 40%, caindo de 691 $km^2$ para 418 $km^2$.
Apesar do otimismo com os números que representam o segundo nível mais baixo para a Amazônia desde o início da série histórica em 2016, pesquisadores alertam que o cenário pode mudar drasticamente nos próximos meses. O primeiro semestre é naturalmente marcado por taxas menores devido ao período chuvoso, que dificulta a operação de máquinas pesadas na floresta e a visibilidade dos satélites devido à nebulosidade.
Estados que lideram a devastação
Mesmo com a tendência de queda nacional, alguns estados continuam apresentando números preocupantes. No ranking da Amazônia em 2026, os líderes de desmatamento são:
- Mato Grosso: 255 $km^2$
- Pará: 144 $km^2$
- Roraima: 117 $km^2$
No Cerrado, o desmate é puxado principalmente pela região do MATOPIBA, com Tocantins (568 $km^2$) e Maranhão (370 $km^2$) no topo da lista.
O fator El Niño e o risco de incêndios
O “fôlego” dado pela chuva deve acabar em maio, com o início do período seco. A grande preocupação para o segundo semestre de 2026 é a chegada do fenômeno El Niño, previsto para ser de intensidade moderada a forte.
O fenômeno tende a acentuar a estiagem nas regiões Norte e Nordeste, criando o cenário ideal para a propagação de incêndios florestais. “O período mais crítico ainda está por vir. Com a vegetação mais seca e ondas de calor intensas, o risco de o fogo fugir do controle é altíssimo”, alertam especialistas do setor climático.
Compromisso com Desmatamento Zero
Em 2024, o desmatamento foi o responsável por 42% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Manter a tendência de queda é fundamental para que o governo brasileiro cumpra a promessa de atingir o desmatamento zero até 2030.
A redução acumulada no ano (janeiro a abril) é de 6% na Amazônia e 4% no Cerrado, números que dão uma base para as discussões climáticas, mas que serão testados pela severidade da seca que se aproxima.
*Matéria realizada com informações do portal Clima.info.