O que está acontecendo na Amazônia? 28 de abril de 2026

Desmatamento cai no 1º trimestre, mas volta a subir em março e acende alerta

A Amazônia Legal encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma redução de 17% no desmatamento, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. Entre janeiro e março, a área de floresta derrubada somou 348 km², contra os 419 km² registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O recuo é […]

A Amazônia Legal encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma redução de 17% no desmatamento, de acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. Entre janeiro e março, a área de floresta derrubada somou 348 km², contra os 419 km² registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O recuo é ainda mais expressivo quando analisado o acumulado do calendário do desmatamento (agosto de 2025 a março de 2026), que apresenta uma queda de 36%.

Apesar do balanço positivo no acumulado, o mês de março acendeu um sinal de alerta para os pesquisadores. Isoladamente, o último mês registrou 196 km² de devastação, o que representa uma alta de 17% em comparação a março de 2025. Para o Imazon, esse aumento pontual reforça que a queda não permite relaxamento na fiscalização e que políticas de geração de renda com a floresta em pé continuam sendo cruciais para manter a tendência de baixa.

No ranking estadual do atual ciclo, o Pará apresentou uma redução significativa de 52% na área desmatada, totalizando 425 km². Mato Grosso também registrou queda (-38%). Em contrapartida, Roraima destacou-se negativamente como o único estado com alta no desmatamento (21%) e por concentrar 82% de toda a degradação florestal registrada em março, fenômeno impulsionado por um regime climático mais seco na região norte do bioma neste início de ano.

O monitoramento do Imazon utiliza satélites de alta resolução capazes de detectar alertas a partir de 1 hectare, uma metodologia mais refinada que a oficial do governo (Inpe), que considera áreas acima de 3 hectares. Entre os pontos críticos, a APA Triunfo do Xingu, no Pará, segue como a unidade de conservação mais afetada, concentrando quase a totalidade da derrubada de floresta no município de São Félix do Xingu.

*Matéria realizada com informações do portal BNC Amazonas.

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