Estudantes envolvidos em ataque a homem em situação de rua ficam em silêncio na delegacia e são liberados
Dois estudantes de direito do Cesupa, suspeitos de agredir um homem em situação de rua com uma arma de choque compareceram à delegacia da Polícia Civil do Pará, no bairro de São Brás, em Belém, nesta terça-feira (14). Eles foram ouvidos, mas optaram por permanecer em silêncio e, após os procedimentos, foram liberados. Um inquérito […]
Dois estudantes de direito do Cesupa, suspeitos de agredir um homem em situação de rua com uma arma de choque compareceram à delegacia da Polícia Civil do Pará, no bairro de São Brás, em Belém, nesta terça-feira (14). Eles foram ouvidos, mas optaram por permanecer em silêncio e, após os procedimentos, foram liberados. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso, e o dispositivo de choque utilizado na agressão foi apreendido e será periciado. A univerisdade informou que abriu uma apuração administrativa interna sobre o caso e afastou os dois.
Os suspeitos foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como o executor dos ataques, e Antônio Coelho, que seria filho da diretora geral do Detran, Renata Colho, que filmou a ação. Antônio foi o primeiro a prestar depoimento, e sua defesa afirmou que ele só tomou conhecimento da suposta participação por meio da imprensa. Já Altemar compareceu posteriormente, acompanhado de advogados e com o rosto coberto, também exercendo o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.
A defesa de Altemar, representada pelo advogado Henrique Bulhosa, alegou que a arma de choque estaria danificada e não teria potencial letal. Segundo ele, a equipe jurídica aguarda a perícia do equipamento e dos vídeos para a conclusão do inquérito. O advogado reconheceu a gravidade do episódio, mas destacou o direito à ampla defesa e pediu que o caso não seja tratado com “linchamento virtual”.
“Se a arma realmente fosse de grande letalidade, qualquer pessoa seria paralisada. A arma era danificada”, afirmou o advogado.