Jovens prestam depoimento à PC: família de envolvido é ligada à investigação da PF e pai de outro é advogado
O caso dos estudantes de Direito do Cesupa, Antonio Coelho e Altemar Sarmento de Oliveira Filho, que agrediram um homem em situação de rua com aparelhos de choque em Belém, ganhou um novo capítulo. Além da gravidade da violência filmada, o histórico familiar dos jovens aponta para conexões com operações de combate à corrupção e […]
O caso dos estudantes de Direito do Cesupa, Antonio Coelho e Altemar Sarmento de Oliveira Filho, que agrediram um homem em situação de rua com aparelhos de choque em Belém, ganhou um novo capítulo. Além da gravidade da violência filmada, o histórico familiar dos jovens aponta para conexões com operações de combate à corrupção e atuação no cenário jurídico paraense. Os desdobramentos policiais avançam: um dos envolvidos foi ouvido nesta segunda-feira (13) na Seccional de São Braz, enquanto o segundo prestou depoimento nesta terça-feira (14).
A apuração do Amazônia no Ar cruzou informações que indicam que Antonio Coelho é filho de Renata Mirella Freitas Guimarães de Souza Coelho e Ulysses de Souza Coelho. Ambos são alvos centrais da Operação Expertise, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025. A investigação apura um esquema complexo de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro que teria desviado cerca de R$ 198 milhões de órgãos estaduais. Renata Mirella exerce o cargo de diretora-geral do Detran-PA, enquanto Ulysses é ex-servidor da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
Cenário de influência e ostentação
As investigações sobre a conduta de Antonio e Altemar no bairro do Umarizal revelaram que o grupo utilizava veículos de luxo e demonstrava uma percepção de impunidade. Para especialistas, esse comportamento pode estar atrelado ao ambiente de poder em que os jovens estão inseridos. A conexão entre a violência urbana praticada pelos filhos e as investigações de “colarinho branco” contra os pais de Antonio coloca em xeque a origem do patrimônio ostentado e o possível incentivo a comportamentos que ignoram a dignidade humana.
Identificação e registros
O outro jovem identificado, Altemar Sarmento de Oliveira Filho, é filho de um advogado atuante no estado do Pará, de quem herdou o nome.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado (MPPA) agora analisam se as práticas de agressão por parte dos universitários eram recorrentes e se havia algum tipo de cobertura institucional ou financeira para tais atos. O Amazônia no Ar mantém o espaço aberto para que a defesa dos citados e as instituições mencionadas se manifestem. Até o fechamento desta matéria, o processo sobre a agressão corre sob sigilo, mas a pressão popular por respostas definitivas continua crescendo.
*Matéria realizada com informações dos sites JusBrasil e G1 Pará.