Petição com mais de 300 assinaturas denuncia gestão de Igor Normando por fechamento de bibliotecas em Belém
Uma petição pública, que já conta com 362 assinaturas, denuncia o fechamento e a descaracterização de bibliotecas escolares na rede municipal de Belém sob a gestão do prefeito Igor Normando (MDB). O manifesto classifica as recentes medidas como um “grave retrocesso” na formação dos estudantes, apontando que espaços estruturados ao longo de anos estão sendo […]
Uma petição pública, que já conta com 362 assinaturas, denuncia o fechamento e a descaracterização de bibliotecas escolares na rede municipal de Belém sob a gestão do prefeito Igor Normando (MDB). O manifesto classifica as recentes medidas como um “grave retrocesso” na formação dos estudantes, apontando que espaços estruturados ao longo de anos estão sendo desmontados, perdendo sua função pedagógica e servindo de depósito para materiais diversos.
Segundo o documento, o ponto central da crise é a ausência de bibliotecários nas unidades de ensino. A denúncia afirma que, embora exista um processo seletivo ativo para a categoria, a Prefeitura de Belém não estaria convocando os profissionais aprovados, priorizando outras funções administrativas. “Isso não é apenas descaso. É uma escolha”, sustenta o texto, que responsabiliza diretamente a administração municipal pelo esvaziamento desses centros de aprendizagem, cultura e transformação social.

Impacto na Educação Pública
O manifesto destaca que o sucateamento das bibliotecas representa um desperdício de recursos públicos, uma vez que muitos desses espaços receberam investimentos significativos em acervo e estrutura em gestões anteriores. Sem a mediação de profissionais qualificados, o estímulo ao pensamento crítico e a formação de novos leitores ficam comprometidos, impactando diretamente a qualidade do ensino oferecido aos alunos da capital.
O grupo responsável pela petição exige medidas imediatas das autoridades competentes para garantir a preservação e a manutenção das bibliotecas escolares. Entre as reivindicações estão a convocação urgente de bibliotecários e a garantia de investimento contínuo para que as unidades permaneçam em pleno funcionamento. A mobilização ocorre em um contexto de críticas mais amplas à educação municipal, que incluem queixas sobre a retirada de direitos de educadores, o descaso com a educação especial e mudanças na gestão da Escola Bosque.
*Matéria realizada com informações do Ponto de Pauta.