Economia criativa e biojoias: projeto impulsiona renda de mulheres em áreas isoladas do Marajó
Nas margens dos rios Pacajá e Anapu, no arquipélago do Marajó, uma iniciativa de fomento à economia criativa está alterando o mapa da renda familiar em comunidades ribeirinhas de Portel. O projeto “Empoderamento Feminino através da Economia Criativa e Sustentabilidade”, realizado pela Equatorial Pará, alcança cerca de 90 mulheres e jovens (a partir de 14 […]
Nas margens dos rios Pacajá e Anapu, no arquipélago do Marajó, uma iniciativa de fomento à economia criativa está alterando o mapa da renda familiar em comunidades ribeirinhas de Portel. O projeto “Empoderamento Feminino através da Economia Criativa e Sustentabilidade”, realizado pela Equatorial Pará, alcança cerca de 90 mulheres e jovens (a partir de 14 anos) que vivem em territórios de difícil acesso, onde a logística fluvial é o único caminho para a educação e o comércio.
A proposta central da ação é converter o conhecimento tradicional da floresta em ativos financeiros. Em vez da extração predatória, as oficinas capacitam as moradoras para a produção de biojoias, utilizando sementes e fibras locais, além de frentes de panificação, confeitaria, estética e horticultura. O objetivo é criar uma rede de microempreendedorismo que reduza a dependência econômica e a vulnerabilidade social histórica da região.
Geografia do impacto
O alcance do projeto detalha a complexidade da operação no maior arquipélago fluviomarítimo do mundo. Além da sede em Portel, as atividades percorrem as calhas de seis rios estratégicos: Pacajá, Anapu, Arau, Caju, Camarapi e Piarim. Nessas localidades, o acesso a serviços básicos é limitado, o que torna a capacitação técnica uma das poucas vias de emancipação para o público feminino.
Fomento e sustentabilidade
Segundo o escopo da iniciativa, a metodologia aplicada busca o “uso consciente dos recursos”. Ao transformar a semente que cai da árvore em um acessório de moda ou o trigo em um negócio comunitário de panificação, o projeto insere essas comunidades na lógica da bioeconomia.
Para a realizadora, a Equatorial Pará, a ação integra indicadores de ESG (Ambiental, Social e Governança), focando no desenvolvimento humano como contrapartida à operação industrial no estado. O impacto esperado é a formação de lideranças locais capazes de sustentar os negócios de forma autônoma, garantindo que a geração de renda permaneça no território mesmo após a conclusão das oficinas.
*Matéria realizada com informações dos portais Ver-o-Fato e Equatorial Pará.