Indígenas cobram anulação de licença da Belo Sun em audiência pública em Altamira
Povos indígenas e movimentos sociais participaram, nesta sexta-feira (20), de uma audiência pública realizada na sede da Fundacao Nacional dos Povos Indigenas, em Altamira, para cobrar a anulação definitiva da licença ambiental do projeto de mineração da Belo Sun Mining Corp, previsto para a região da Volta Grande do Rio Xingu. A mobilização ocorre após […]
Povos indígenas e movimentos sociais participaram, nesta sexta-feira (20), de uma audiência pública realizada na sede da Fundacao Nacional dos Povos Indigenas, em Altamira, para cobrar a anulação definitiva da licença ambiental do projeto de mineração da Belo Sun Mining Corp, previsto para a região da Volta Grande do Rio Xingu.
A mobilização ocorre após cerca de um mês de ocupação liderada por povos originários, que também chegaram a interditar o aeroporto do município como forma de pressão por diálogo com autoridades. Durante a audiência, os participantes reforçaram críticas aos impactos sociais e ambientais associados a grandes empreendimentos na região.
Segundo lideranças presentes, a principal reivindicação é a anulação permanente do licenciamento ambiental do projeto, além do respeito ao direito à consulta prévia, livre e informada das comunidades afetadas, conforme previsto em normas nacionais e internacionais.
A audiência contou com a participação de representantes do Ministerio Publico Federal, da própria Funai e de uma comitiva do Ministerio dos Povos Indigenas, incluindo integrantes do gabinete ministerial e equipes técnicas.
O Movimento das Mulheres Indígenas do Médio Xingu também teve atuação de destaque na mobilização. O grupo reivindica a suspensão do processo de licenciamento considerado irregular e denuncia impactos acumulados na região, que já sofre com intervenções anteriores.
Durante o encontro, lideranças indígenas e apoiadores afirmaram que o avanço de projetos de mineração ameaça modos de vida tradicionais e a preservação ambiental da região. A Volta Grande do Xingu é considerada uma área sensível, tanto do ponto de vista ecológico quanto sociocultural.
Os manifestantes afirmam que continuarão mobilizados até que haja uma decisão definitiva sobre o futuro do empreendimento e maior participação das comunidades nos processos que afetam seus territórios.