Em nota, mulheres indígenas do Xingu convocam órgãos federais e TRF1 para audiência urgente sobre Belo Sun
O Movimento de Mulheres Indígenas do Médio Xingu (MMIMX) divulgou uma nota pública oficial nesta terça-feira, 17, marcando os 22 dias de mobilização em Altamira, no sudoeste paraense. O grupo, que reúne lideranças de diversas comunidades da região, reafirma sua oposição irredutível ao projeto de mineração de ouro da empresa canadense Belo Sun, planejado para […]
O Movimento de Mulheres Indígenas do Médio Xingu (MMIMX) divulgou uma nota pública oficial nesta terça-feira, 17, marcando os 22 dias de mobilização em Altamira, no sudoeste paraense. O grupo, que reúne lideranças de diversas comunidades da região, reafirma sua oposição irredutível ao projeto de mineração de ouro da empresa canadense Belo Sun, planejado para a Volta Grande do Rio Xingu.
A nota é um grito de alerta contra o que as lideranças classificam como silêncio institucional. O movimento exige a realização urgente de uma audiência para a próxima quinta-feira, 19 de março, convocando pastas estratégicas como o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Funai e o Ministério Público Federal (MPF). Um dos pontos centrais da reivindicação é o cumprimento da Convenção 169 da OIT, que garante o direito à consulta prévia, livre e informada rito que, segundo as indígenas, tem sido ignorado no processo de licenciamento do empreendimento.
Além do Executivo, o movimento estendeu a convocação ao desembargador Flávio Jardim, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), responsável por decisões recentes sobre o caso. Sob o lema “Queremos a Volta Grande do Xingu livre da mineração“, as mulheres destacam que a luta não é apenas por território, mas pela preservação de modos de vida e pela proteção do rio, que é a espinha dorsal da sobrevivência na região.
A mobilização em Altamira segue por tempo indeterminado, aguardando uma resposta concreta das autoridades em Brasília e Belém.
Leia a nota na íntegra:

