Café de açaí, vendido para tratar doenças, é proibido pela Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e a proibição da fabricação, comercialização e uso de uma série de produtos alimentícios considerados irregulares, entre eles um suplemento vendido com promessas de cura, glitters culinários e um lote de azeite de oliva. As decisões foram publicadas nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da […]
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e a proibição da fabricação, comercialização e uso de uma série de produtos alimentícios considerados irregulares, entre eles um suplemento vendido com promessas de cura, glitters culinários e um lote de azeite de oliva. As decisões foram publicadas nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União.
As medidas adotadas pela Anvisa são resultado de ações de fiscalização que identificaram irregularidades graves, como uso de substâncias não autorizadas, alegações terapêuticas proibidas e riscos à saúde do consumidor. Segundo a agência, cerca de metade das denúncias recebidas está relacionada a problemas envolvendo suplementos alimentares.
Um dos produtos proibidos é o “Café de Açaí”, da marca Du Brasil, comercializado como suplemento alimentar. De acordo com a Anvisa, o item utilizava constituinte não autorizado e apresentava no rótulo alegações terapêuticas proibidas, prometendo tratamento para doenças como diabetes e fibromialgia. A agência reforça que essas condições exigem acompanhamento médico e não podem ser tratadas com alimentos ou suplementos.
Além disso, o produto apresentava origem desconhecida, ausência de notificação sanitária obrigatória e condições inadequadas de armazenamento. Diante das irregularidades, foi determinada a apreensão e a proibição total da fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento.
Outro alvo da fiscalização foram os glitters culinários da marca MAGO, amplamente utilizados por confeitarias e consumidores domésticos. A Anvisa identificou a presença de materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida, com indicação direta ou indireta para uso em alimentos. Os produtos eram vendidos em plataformas de comércio eletrônico como itens comestíveis, o que representa risco de ingestão de plástico. Todos os lotes foram suspensos e recolhidos do mercado.
Em nota, a empresa MAGO informou que o produto “Pó para Decoração” é identificado como não comestível em seus canais oficiais, com indicação clara de uso exclusivamente decorativo. A empresa afirmou ainda que eventuais orientações de uso para alimentos divulgadas em plataformas de e-commerce não são produzidas nem autorizadas pela marca e que, desde outubro de 2025, intensificou medidas preventivas e corretivas para evitar dúvidas sobre a finalidade de seus produtos.
As ações da Anvisa também atingem um lote de azeite de oliva, incluído na lista de produtos irregulares, reforçando o alerta aos consumidores para que verifiquem a procedência, a rotulagem e a regularidade sanitária dos alimentos antes da compra.
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