“Amassunu – O Ruído das Águas” ganhando o mundo: curta amazônico brilha em Tiradentes e em festival na França
Produção dirigida por Juliana Boechat e Venusto integra a Mostra de Cinema de Tiradentes e também está em destaque no Festival de Clermont-Ferrand, o maior evento de curtas do mundo.
O curta-metragem “Amassunu – O Ruído das Águas” está cruzando fronteiras e levando a força das narrativas amazônicas para dois dos mais importantes espaços do audiovisual: a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, e o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand, na França.
A obra, dirigida por Juliana Boechat e Venusto, aposta em uma narrativa sensível que conecta memória, território, ancestralidade, gastronomia e identidade amazônica, colocando a região Norte no centro do cinema contemporâneo.

Da Amazônia para Tiradentes: sessão destaca identidade e ancestralidade
“Amassunu – O Ruído das Águas” integra a programação da Mostra de Tiradentes na Sessão Cine EmbraturLab, espaço que valoriza produções brasileiras com potencial de circulação e diálogo internacional.
Sobre o que fala o filme
A história acompanha Maní, interpretada por Mary Tupiassu, uma chef de cozinha que vive em Brasília (DF). Sua rotina muda completamente ao receber a notícia do adoecimento da avó, o que a faz retornar ao Pará. O deslocamento físico se transforma em uma jornada íntima de reencontro com suas raízes, memórias afetivas e desejos mais profundos.
O elenco conta ainda com a participação especial do chef Saulo Jennings, reforçando o elo do filme com os saberes e sabores amazônicos.
Linguagem sensorial e equipe amazônica
Com roteiro de Samir Mello, o curta constrói uma narrativa marcada pela escuta, pela delicadeza e pela valorização das heranças culturais da região. A direção de fotografia de Danilo Borges destaca as águas do Tapajós e ajuda a criar uma atmosfera poética e imersiva.
A produção é da Claraboia Filmes, em parceria com a Embratur, dentro do edital Brasil com S, e envolveu a contratação de artistas amazônicos tanto no elenco quanto na equipe técnica, fortalecendo a presença regional na construção estética da obra.
Outro diferencial é a trilha sonora original, também assinada por Venusto, que funciona como elemento narrativo e se desdobra em um EP disponível nas plataformas digitais, ampliando a experiência do filme para além da tela.
Curta brasileiro em destaque no maior festival de curtas do mundo
Além de Tiradentes, “Amassunu” também integra o programa Brasil com S: Amazônia em foco, dentro do Short Film Market do Festival de Clermont-Ferrand, na França — considerado o maior evento internacional dedicado exclusivamente a curtas-metragens.
O que é o Short Film Market
O espaço funciona como uma grande vitrine internacional do audiovisual, reunindo profissionais de mais de 40 países. A presença do filme nesse ambiente amplia as possibilidades de circulação, parcerias e exibição fora do Brasil.
O programa Brasil com S, da Embratur, chega à sua segunda edição com foco na Amazônia e reúne obras que valorizam o bioma, a cultura e as narrativas da região, colocando o curta amazônico em diálogo direto com o mercado global.
Cinema amazônico em circulação internacional
A participação de “Amassunu” em Clermont-Ferrand acontece dentro de uma ação articulada por instituições como Kinoforum, Spcine, Embratur e o Instituto Guimarães Rosa, reforçando estratégias de inserção internacional do cinema brasileiro.
Estar em um dos maiores polos de mercado e difusão de curtas do mundo significa que o filme passa a ser visto por programadores, distribuidores e agentes culturais de vários países — um passo importante para que histórias da Amazônia ocupem cada vez mais espaço no cenário global.
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