O que está acontecendo na Amazônia? 5 de janeiro de 2026

Amazônia no Ar lança petição para que o Pará deixe de exportar gado vivo; saiba mais e assine

Assine a petição contra essa prática considerada cruel, arriscada e insustentável, que tem o Pará como principal polo exportador do país

O Amazônia no Ar lançou um abaixo-assinado pedindo pelo fim da exportação de gado vivo no Pará, estado que lidera esse tipo de operação no Brasil. A petição está disponível no portal clicando aqui e convida a sociedade a se posicionar contra uma prática denunciada por especialistas, ativistas e órgãos de controle como cruel, insegura e incompatível com qualquer noção de bem-estar animal.

Milhares de bois são embarcados todos os anos em navios superlotados, onde permanecem confinados por semanas, expostos a calor extremo, ventilação precária, fezes, urina e sofrimento contínuo até o destino final. Para o Amazônia no Ar, trata-se de uma forma institucionalizada de tortura animal — legal, lucrativa e invisibilizada.

“Se você não concorda com essa prática de tortura que é a exportação de gado vivo, assine este abaixo-assinado.”


O Pará no centro da exportação de gado vivo

O Pará ocupa hoje a posição de maior exportador de gado vivo do Brasil, enviando animais principalmente para países do Oriente Médio e do Norte da África. O crescimento da atividade ocorre apesar de alertas técnicos, denúncias de maus-tratos e riscos ambientais e sanitários associados ao transporte marítimo de carga viva.

Os animais são embarcados ainda vivos para serem abatidos no exterior, muitas vezes sob regras que não exigem o prévio desacordo do boi, prolongando o sofrimento até os momentos finais.


Haidar: uma tragédia que expôs a brutalidade do sistema

O caso Haidar completou 10 anos em 2025, entretanto o navio permanece submerso — Foto: reprodução / repórter Brasil

Em 2015, o naufrágio do navio Haidar, no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, escancarou para o mundo os riscos e a crueldade da exportação de gado vivo. Quase 5 mil bois morreram, além do vazamento de óleo e da contaminação do rio, afetando comunidades inteiras.

Dez anos depois, o navio segue submerso, ainda liberando resíduos, e a prática que causou a tragédia continua ativa no Pará.

O Haidar não foi um caso isolado — foi o sintoma mais visível de uma atividade marcada por negligência, falta de transparência e alto risco.


A imagem do boi fugindo e o que ela representa

Em dezembro de 2025, um boi se soltou dentro de um navio de exportação atracado no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, e causou correria entre trabalhadores. Imagem: reprodução internet

Ainda em dezembro de 2025, imagens de um boi solitário fugindo em Barcarena circularam nas redes sociais e voltaram a lembrar a população sobre essa pratica. A cena resume, em poucos segundos, o desespero de milhares de animais submetidos a esse sistema.


Basta de sofrimento

O abaixo-assinado lançado pelo Amazônia no Ar defende a proibição da exportação de gado vivo no Pará, com base em três pontos centrais:

  • Crueldade animal sistemática, documentada por veterinários e inspeções internacionais
  • Risco ambiental, com possibilidade de novos acidentes envolvendo navios sucateados
  • Falta de transparência, já que não há dados públicos sobre mortes de animais durante as viagens

Além disso, o próprio Ministério da Agricultura reconhece limitações na fiscalização após o embarque dos navios, admitindo que o Brasil perde o controle sobre as condições dos animais assim que deixam o porto.

O Amazônia no Ar reforça que esta não é uma pauta isolada de ativistas, mas uma discussão urgente sobre ética, responsabilidade ambiental, saúde pública e o modelo de desenvolvimento que se quer para a Amazônia.

📌 A petição está disponível no portal clicando aqui


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