Fornecedores relatam falta de pagamento após evento Freezone ligado à COP30 em Belém; saiba mais
Trabalhadores afirmam que serviços foram prestados, mas alegam não ter recebido os valores acordados; organizadores ainda não se manifestaram oficialmente
Fornecedores e artistas que atuaram no evento FREEZONE – Cultural Action, realizado em Belém, durante a COP30, passaram a relatar publicamente que não teriam recebido pagamentos pelos serviços prestados. As informações foram divulgadas por trabalhadores envolvidos na execução do projeto, principalmente por meio de manifestações em redes sociais e contatos com a imprensa.
O evento ocorreu na Praça da Bandeira, espaço público cedido pela Prefeitura de Belém, em parceria institucional com o Exército Brasileiro, e contou com programação cultural, artística e institucional associada à pauta climática. A produção do projeto aparece vinculada ao Instituto Cultural Artô, conforme materiais públicos de divulgação.
Prestadores dizem que serviços foram executados integralmente
Segundo informações divulgadas por fornecedores nas redes sociais, as empresas de estrutura, logística, serviços técnicos, fornecimento de materiais e profissionais autônomos teriam sido contratados para atuar tanto na realização da Freezone quanto em intervenções relacionadas ao espaço onde ocorreu o evento.
Esses trabalhadores afirmam que os serviços foram entregues conforme o acordado, dentro dos prazos estabelecidos, mas que, após o encerramento do evento, os valores combinados não teriam sido pagos. Os prejuízos relatados, de acordo com essas fontes, envolvem quantias consideradas elevadas, afetando empresas locais e profissionais autônomos.
Justificativas atribuídas à organização do evento
Ainda de acordo com os relatos dos fornecedores, o responsável pelo Instituto Artô, Giovanni Ribeiro Dias, teria informado que patrocinadores do evento não teriam realizado os repasses financeiros previstos, o que, segundo ele, teria impossibilitado os pagamentos.
Fontes afirmam que datas para pagamento teriam sido anunciadas e posteriormente descumpridas. Após isso, segundo os prestadores de serviço, o responsável pela organização teria interrompido a comunicação, deixando de responder mensagens, bloqueando contatos e não retornando tentativas informais de cobrança. Há também relatos de que ele teria deixado a cidade de Belém, informação que não foi confirmada oficialmente.
Repercussão pública e manifestações nas redes
Diante da ausência de respostas, artistas, técnicos e empresas passaram a tornar públicas as reclamações, relatando situações semelhantes de inadimplência. Os depoimentos indicam, segundo os próprios trabalhadores, que os casos não seriam isolados.
As manifestações ampliaram a repercussão do episódio e levaram o debate para além da esfera privada dos contratos, gerando questionamentos públicos sobre a execução financeira do projeto.
Posicionamento da Prefeitura de Belém
Procurada em contatos institucionais, a Prefeitura de Belém informou que sua participação se limitou à cessão do espaço público, não tendo responsabilidade sobre a execução do evento, nem sobre contratos firmados com artistas e fornecedores. Segundo o município, a organização e os pagamentos seriam de responsabilidade de terceiros.
De acordo com fontes ouvidas, esse cenário teria criado um impasse sobre a atribuição de responsabilidades, diante das alegações de inadimplência feitas pelos trabalhadores.
O caso, conforme apurado até o momento, não constitui denúncia criminal formal. Trata-se de um relato coletivo de fornecedores e artistas.
A equipe do Amazônia no Ar entrou em contato com a prefeitura de Belém e o Instituto Cultural Artô sobre o caso mas até o fechamento desta matéria, os citados não haviam se manifestado oficialmente sobre as alegações. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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