Jornal 12 de dezembro de 2025

MINISTRO DO TURISMO, CELSO SABINO, É EXPULSO DO UNIÃO BRASIL EM MEIO A CRISE INTERNA E DISPUTAS PARA 2026

O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi oficialmente expulso do União Brasil após decisão da executiva nacional do partido, que aprovou por 24 votos o parecer do Conselho de Ética. Segundo a sigla, Sabino cometeu infidelidade partidária ao desobedecer a determinação de que todos os filiados deixassem cargos no governo Lula, orientação dada em setembro, […]

O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi oficialmente expulso do União Brasil após decisão da executiva nacional do partido, que aprovou por 24 votos o parecer do Conselho de Ética. Segundo a sigla, Sabino cometeu infidelidade partidária ao desobedecer a determinação de que todos os filiados deixassem cargos no governo Lula, orientação dada em setembro, às vésperas da COP30.

Na ocasião, Sabino chegou a anunciar que entregaria o cargo e chegou a formalizar uma carta de demissão, mas recuou e permaneceu no ministério. Para a cúpula do União Brasil, a atitude configurou quebra de orientação partidária e agravou a crise interna que já se prolongava há meses.

Nas redes sociais, o ministro afirmou que foi retirado da sigla por manter o que considera “o melhor projeto para o país” e declarou deixar o partido “de cabeça erguida”, afirmando que não se curvou a pressões para tomar decisões com as quais não concordava. Ele também criticou a intervenção no diretório estadual do Pará, então comandado por ele, chamando a medida de “equivocada” e “injusta”.

Sabino, que pretende disputar uma vaga ao Senado em 2026, ainda não anunciou seu novo destino partidário. Apesar de rumores de aproximação com o deputado Doutor Daniel, o ministro declarou em entrevista ao SBT que segue apoiando o governador Helder Barbalho. Entretanto, o grupo político dos Barbalho já lançou seus próprios nomes para a disputa ao Senado, o que deixa o futuro de Sabino em aberto.

Do ponto de vista jurídico, a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral indica que, por ter sido expulso pela própria legenda, o ministro não perde o mandato e pode se filiar a outro partido sem risco de cassação. Sabino mantém sua pré-candidatura e reforça o alinhamento com o presidente Lula, a quem chamou de “o melhor presidente que o Brasil já teve”.

Em relação às intenções de voto, uma pesquisa do Instituto Doxa, realizada em outubro, apontava Sabino com 12,95%. Já o levantamento do Real Time Big Data divulgado em dezembro mostra o ministro com 7% das intenções de voto para uma das duas vagas no Senado.

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